Olá, estamos de volta com mais uma edição do podcast 10 Minutos de Psicologia. Hoje vamos tirar as dúvidas de pacientes, leitores e curiosos. Envie suas perguntas para o e-mail: psicologia10minutos@hotmail.com
Olá, eu me chamo Leonardo e sou Psicólogo registrado pelo Conselho Regional de Psicologia, CRP da 11a região sob o número 05089. O objetivo desse blog é esclarecer as pessoas sobre questões ligadas a Psicologia usando uma linguagem simples, acessível e incentivar reflexões acerca da natureza humana, da sociedade e de problemas do cotidiano.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
terça-feira, 2 de agosto de 2016
O QUE É DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Existem muitos mitos e desinformação aceca da depressão pós parto, uma condição que afeta muitas mulheres e que é muitas vezes mal diagnosticada, o tratamento nem sempre é o correto e há riscos para a mãe e para o bebê. Falaremos um pouco disso no artigo de hoje.
O QUE É A DEPRESSÃO PÓS PARTO?
A gravidez é um processo natural, bastante desejado por algumas mulheres que tem o desejo de ser mãe, mas que pode gerar muitas fantasias, medo e angústias, mesmo a mulher tendo todo suporte do seu companheiro e da família. Questionamentos como "será que vou dar conta?", "vou ser uma boa mãe?" podem criar no imaginário dessa mãe uma cacofonia de pensamentos desencadeando ansiedade e enfraquecendo sua auto confiança.
A depressão pós-parto ou DPP é um problema de saúde pública e ocorre, em geral, nas primeiras quatro semanas após o parto, podendo se estender e atingir o ápice alguns meses depois. Os sintomas mais comuns apresentados por essas mulheres são desânimo, sentimentos de culpa, alterações do sono, ideias suicidas, medo/desejo de machucar o filho, alteração do apetite e diminuição da libido. Saber diferenciar sintomas depressivos e “sequelas normais” de dar à luz, como as alterações no peso,
sono e energia é um desafio que torna mais complicado ainda o diagnóstico clínico.
sono e energia é um desafio que torna mais complicado ainda o diagnóstico clínico.
Segundo Ruschi, Sun, Mattar, Filho, Zandonade, Lima:
"... menos de 25% das puérperas acometidas têm acesso ao tratamento, e somente 50% dos casos de
depressão pós-parto são diagnosticados na clínica diária."
Significa dizer que ainda existe um contingente de mulheres que não se tratam, por diversos motivos, desde falhas na rede de encaminhamento até carência de locais com atendimento especializado, assim como existe uma dificuldade em diagnosticar o problema por parte dos profissionais de saúde.

Estudos epidemiológicos demonstram que a prevalência da DPP na população geral é de 10% a 20%, e em mães adolescentes adolescentes dos 14 aos 18 anos de idade essa taxa sobe para 26% (Troutman & Cutrona, 1990).
"A relação entre o período do pós-parto e as perturbações psiquiátricas foi reconhecida há cerca de 2000 anos atrás. Curiosamente, a primeira descrição de um caso de perturbação mental no pós-parto foi feita no século XVI por um médico Português, João Rodrigues de Castelo Branco, que na altura exercia em Roma ('de uma mulher que ao dar à luz se tornava melancólica e louca’) (Brockington, 1996, p.166)"
"A relação entre o período do pós-parto e as perturbações psiquiátricas foi reconhecida há cerca de 2000 anos atrás. Curiosamente, a primeira descrição de um caso de perturbação mental no pós-parto foi feita no século XVI por um médico Português, João Rodrigues de Castelo Branco, que na altura exercia em Roma ('de uma mulher que ao dar à luz se tornava melancólica e louca’) (Brockington, 1996, p.166)"
Existe ainda a psicose puerperal, que é quando a paciente apresenta sintomas de alucinações, delírios e perda de insight, rápidas oscilações do humor que podem incluir alternância entre humor deprimido e elevado ou irritabilidade, insonia ou pensamentos obsessivos. Estima-se que mais de 5% das mulheres possam cometer suicídio e que 2-4% representam um risco direto considerável para os seus
bebés (Knopps, 1993). Estudos têm mostrado que a maioria das mulheres com Psicose Puerperal
preenche os critérios para perturbação bipolar (Kendell et al., 1987; Kumar et al., 1995).
O parto é um dos fatores preponderantes no desencadeamento dos episódios bipolares, em mulheres vulneráveis (Brockington, 1996). Muitos estudos revelam que aproximadamente 65% destas irão sofrer episódios psicóticos subsequentes não puerperais (Benvenuti et al., 1992). Cerca de dois terços irão ter recaídas em gravidezes futuras. Contudo, comparativamente às mulheres que têm episódios de psicose não puerperal, as que sofrem de PP têm uma menor probabilidade de serem readmitidas em hospitais psiquiátricos e quando readmitidas a duração do internamento é menor (Platz & Kendell, 1988), sugerindo um melhor prognóstico. A PP costuma remitir após algumas semanas de tratamento.
bebés (Knopps, 1993). Estudos têm mostrado que a maioria das mulheres com Psicose Puerperal
preenche os critérios para perturbação bipolar (Kendell et al., 1987; Kumar et al., 1995).
O parto é um dos fatores preponderantes no desencadeamento dos episódios bipolares, em mulheres vulneráveis (Brockington, 1996). Muitos estudos revelam que aproximadamente 65% destas irão sofrer episódios psicóticos subsequentes não puerperais (Benvenuti et al., 1992). Cerca de dois terços irão ter recaídas em gravidezes futuras. Contudo, comparativamente às mulheres que têm episódios de psicose não puerperal, as que sofrem de PP têm uma menor probabilidade de serem readmitidas em hospitais psiquiátricos e quando readmitidas a duração do internamento é menor (Platz & Kendell, 1988), sugerindo um melhor prognóstico. A PP costuma remitir após algumas semanas de tratamento.
Uma mulher com depressão pós parto ou psicose puerperal está sujeita a diversos riscos, dos quais podemos destacar suicídio, auto agressão, agressão ao bebê, dificuldade em cuidar da criança e de si mesma, incapacidade para voltar as atividades cotidianas. Desta forma é de suma importância que essa paciente esteja sempre acompanhada por alguém da família que possa dar suporte, jamais deixando-a sozinha.
O risco de suicídio é um dos maiores problemas deste quadro, portanto as orientações acerca de pacientes potencialmente suicidas se aplicam aqui, mesmo que não haja nenhum indício ou manifestação de comportamento suicida. Evitar que a pessoa tenha acesso fácil a cordas, instrumentos perfuro-cortantes, medicamentos, venenos e substâncias químicas, janelas abertas. Existem muitos casos relatados de suicídio de puérperas que não deram sinais da ideação e cometeram o ato por impulso, desta forma é preciso estar sempre atento e ter cuidado redobrado com estas pacientes.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
O tratamento é feito através de medicação prescrita pelo psiquiatra e psicoterapia realizada por um psicólogo. O psicólogo irá tirar as dúvidas dos familiares, fornecer as orientações necessárias à família e ajudar a paciente a suportar esse período tão difícil. Já a medicação tem papel de amenizar os sintomas, auxiliar no controle da ansiedade, da angústia, da falta de sono e apetite, da apatia e/ou da agitação. Quando bem diagnosticado e tratado da forma correta o prognóstico é muito bom, no caso da DPP, em geral alguns meses após o início do tratamento a paciente começa a ter uma remissão dos sintomas. Com relação a Psicose Puerperal isso varia muito, depende muito de cada caso. É fundamental que a paciente seja sempre assistida pelos profissionais.
Temos que ter em mente que a mulher não escolhe estar assim, de forma alguma, é uma ignorância tremenda pessoas que culpam a paciente pelo seu estado. Existem fatores biológicos e psicossociais ligados a esse quadro, então é preciso que haja um entendimento de que é uma doença e que precisa ser tratada. Falo isso porque muitas pessoas não buscam o tratamento, acham que é besteira ou que imaginam "isso vai passar". Se essas pessoas falassem com um profissional e fossem devidamente diagnosticadas precocemente poderia se evitar muitas fatalidades.

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
O tratamento é feito através de medicação prescrita pelo psiquiatra e psicoterapia realizada por um psicólogo. O psicólogo irá tirar as dúvidas dos familiares, fornecer as orientações necessárias à família e ajudar a paciente a suportar esse período tão difícil. Já a medicação tem papel de amenizar os sintomas, auxiliar no controle da ansiedade, da angústia, da falta de sono e apetite, da apatia e/ou da agitação. Quando bem diagnosticado e tratado da forma correta o prognóstico é muito bom, no caso da DPP, em geral alguns meses após o início do tratamento a paciente começa a ter uma remissão dos sintomas. Com relação a Psicose Puerperal isso varia muito, depende muito de cada caso. É fundamental que a paciente seja sempre assistida pelos profissionais.
Temos que ter em mente que a mulher não escolhe estar assim, de forma alguma, é uma ignorância tremenda pessoas que culpam a paciente pelo seu estado. Existem fatores biológicos e psicossociais ligados a esse quadro, então é preciso que haja um entendimento de que é uma doença e que precisa ser tratada. Falo isso porque muitas pessoas não buscam o tratamento, acham que é besteira ou que imaginam "isso vai passar". Se essas pessoas falassem com um profissional e fossem devidamente diagnosticadas precocemente poderia se evitar muitas fatalidades.
Referências:
MORAESA, Inácia Gomes da Silva. PINHEIRO, Ricardo Tavares. SILVA, Ricardo Azevedo da. HORTA, Bernardo Lessa. SOUSA, Paulo Luis Rosa. FARIA, Augusto Duarte. Prevalência da depressão pós-parto e fatores associados. Rev Saúde Pública, 2006;40(1):65-70. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsp/v40n1/27117.pdf/> Acesso em: 02/08/2016.
RUSCHI, Gustavo Enrico Cabral. SUN, Sue Yazaki. MATTAR, Rosiane. FILHO, Antônio C. ZANDONADE, Eliana. LIMA, Valmir José de. Aspectos epidemiológicos da depressão pós parto
em amostra brasileira. Rev Psiq 03. 2004. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/rprs/v29n3/v29n3a06> . Acesso em: 02/08/2016.
MAIA, Berta Maria Marinho Rodrigues. Perfeccionismo e depressão pós-parto. Tese de Doutoramento. Faculdade de Medicina de Coimbra, Portugal, 2011. Disponível em: <https://eg.sib.uc.pt/bitstream/10316/18179/1/Tese%20doutoramento_Berta%20Rodrigues%20Maia_pdf.pdf>. Acesso em: 02/08/2016.
BALONE, G. Depressão Pós-parto. Disponível em: <http://www.cemp.com.br/textos.php?id=40>. Acesso em: 02/08/2016.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
CRIANÇAS E ELETRÔNICOS- QUAIS OS RISCOS?
A geração atual vem se desenvolvendo cercada pelo avanço tecnológico numa velocidade assustadora. Vemos novos dispositivos ficarem obsoletos com muita rapidez e novos aparelhos eletrônicos surgindo no mercado, criando novas tendências e necessidades que antes não existiam. Hoje, é muito difícil ver alguém sem seu celular smartphone (que é praticamente um computador portátil), e muito fácil encontrar pessoas viciadas em tecnologia. Assim como seus pais, as crianças começam a ser bombardeadas pela tecnologia desde cedo, crescem em meio a televisores modernos, celulares, tablets e outros gadgets (dispositivos) eletrônicos com funções diversas. A questão que talvez muitos pais nem pensem é: "Quando isso começa a ser danoso para as crianças?"
HÁBITOS NOCIVOS DA MODERNIDADE

As crianças tem uma tendência natural em seu desenvolvimento a imitar os adultos e estão adquirindo esse vício por tecnologia. os brinquedos estão sendo substituídos por celulares, tablets, computadores, criando um cenário bastante preocupante. O celular, por exemplo, é um dispositivo essencial na vida moderna, foi (e vem) ganhando novas funções com o passar dos anos. Antes era algo de "gente grande", utilizado para comunicação a distância, hoje é quase um brinquedo. E os brinquedos de verdade estão esquecidos, assim como as brincadeiras de infância que tanto contribuem para o desenvolvimento infantil. É necessário que os pais atentem para esse fato e procurem não alimentar esse vício em tecnologia em seus filhos.
QUAIS OS RISCOS DE CRIANÇAS VICIADAS EM TECNOLOGIA?
Lembro de um paciente de 13 anos que atendi certa vez. Ele estava viciado em jogos por computador, passava até 10 horas no computador, quando era censurado por sua avó, que o criava. Quando não havia essa censura, chegava a passar muito mais tempo em frente a tela. Abandonou a escola, tanto por faltas quanto pelo baixo desempenho nas matérias, não conseguia se concentrar nas aulas, praticamente não se relacionava com outros de sua idade. Diagnóstico? Algo que costumamos ver apenas em adultos: vício por jogo e compulsão. No caso, jogo eletrônico, mas o mecanismo é o mesmo.
Crianças viciadas em tecnologia ou sem limites no acesso a esses dispositivos eletrônicos podem sofrer uma série de consequências, dependendo da idade e do tempo de exposição. Por exemplo, os bebês se desenvolvem fisicamente muito rápido, seus cérebros rapidamente nos primeiros anos de vida. Durante esse período os estímulos ambientais são muito importantes para determinar o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral. Estudos mostram que a superexposição a eletrônicos nesse período pode ser prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções. Outro problema é a obesidade. Crianças antigamente corriam muito, brincavam gastando energia, hoje brincam no quarto, na sala com celulares, tablets e computadores. A diminuição da atividade física, aliada a má alimentação aumenta os riscos de obesidade na infância.

O QUE FAZER?
Algumas dicas para você que tem filhos pequenos e gosta de ter muita tecnologia em casa:
-Limitar o uso de aparelhos eletrônicos pelas crianças, limitar também o tempo de uso.
-Saiba o que seu filho está olhando. Redes sociais são um perigo para crianças, esteja atento ao conteúdo que seu filho está acessando, seja na TV, computador, celular ou tablet. Aplicativos de conversação como Whats App, Viber e Telegram também devem ser monitorados ou restringidos pelos pais.
-Evite muitos aparelhos eletrônicos no quarto das crianças. Quanto menos a exposição prolongada, melhor.
- Conforme a idade dos seus filhos, tenha conversas críticas acerca dos programas que eles assistem, com o objetivo de desenvolver o entendimento de valores familiares.
-Limite o uso de videogames, estabeleça um tempo por dia para uso desses dispositivos. O ideal seria no máximo 2 horas por dia.
- Quanto menor a idade, menos é o tempo indicado para que a criança use aparelhos eletrônicos.
- Quanto menor a idade, menos é o tempo indicado para que a criança use aparelhos eletrônicos.
-Saia mais com seus filhos, converse e brinque mais com eles ao invés de deixá-los vendo TV, jogando no tablet ou no celular.
-Incentive a prática de esportes.
-Troque o programa infantil no tablet/celular por um livro. Leia para seu filho, estimule a criatividade e a imaginação dele.
Referência:
Associação Americana de Psiquiatria http://pediatrics.aappublications.org/content/132/5/958.full
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
O QUE É DEMÊNCIA?
Muito se ouve falar acerca de Demência, mas de acordo com as classificações médicas ela não um tipo de doença e sim uma síndrome. E o que é uma síndrome? Síndrome é um grupo de sinais físicos e sintomas que a pessoa apresenta, podendo estar presentes em vários tipos de doenças. Desta forma, uma síndrome a Demência apresenta algumas características principais segundo Ballone (2008).
- Prejuízo da memória. Os problemas de memória podem ser desde um simples esquecimento leve até um comprometimento grave que pode levar a pessoa a esquecer quem é.
- Problemas de comportamento. Normalmente se caracteriza por agitação, insônia, choro fácil, comportamentos inadequados (masturbação compulsiva, por exemplo), perda da inibição social normal (falar palavrões ou o que está pensando sem medo de represálias, por exemplo), alterações de personalidade.
- Perda das habilidades. Habilidades aprendidas durante a vida são esquecidas, como por exemplo dirigir, cozinhar, usar equipamentos, conhecimentos técnicos, abstratos, etc.
Os sintomas iniciais de Demência variam de cada caso, mas a perda de memória em curto prazo geralmente é o indício mais característico que chama a atenção da família. Ainda assim, nem todos os problemas cognitivos nos idosos por conta da Demência. Uma boa anamnese com um profissional qualificado, médico, psicólogo ou psiquiatra, irá poder determinar se existe a possibilidade do paciente apresentar algum tipo de Demência.
Os sintomas mais comuns nos quadros demenciais são:
Dificuldades de executar tarefas domésticas
Problema com o vocabulário (dificuldade em encontrar palavras para expressar-se, trocar palavras ou não conseguir nomear objetos)
Desorientação no tempo e espaço (não sabe que dia é, não sabe onde está)
Incapacidade de julgar situações (não tem reação em algumas situações ou age diferente do habitual em situações rotineiras)
Problemas com o raciocínio abstrato (dificuldade ou incapacidade de abstrair, de entender exemplos, analogias, fazer cálculos mentais, etc)
Colocar objetos em lugares equivocados (trocar objetos de lugares, colocando-o por exemplo a chave do carro na geladeira, guardando os frutas no guarda-roupa, etc)
Alterações de humor de comportamento (se zanga com facilidade, fica triste com facilidade, sem estímulos externos)
Alterações de personalidade (a pessoa passa a agir diferente da forma que agiu a vida toda, pode se tornar impulsiva, gritar ou se isolar completamente)
Perda da iniciativa (passividade frente a tudo)
Segundo Ballone:
"A Doença de Alzheimer é uma das formas de demência neurodegenerativas, mas não se pode generalizar todas as demências como sendo Doença de Alzheimer. A Doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência com corpos de Lewy e a demência frontotemporal são as quatro causas mais freqüentes de demência."
Então existem várias formas de Demência, cada uma com uma causa diferente e diferente evolução da doença. O ideal é buscar primeiramente um médico para diagnosticar a doença, realizar exames específicos. Existem medicamentos que podem retardar o avanço de alguns tipos de Demência, e a estimulação cerebral pode ser útil, sendo um trabalho a ser realizado por psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Referências:
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
COMO FUNCIONA A TERAPIA DE CASAL?
A Terapia de Casal é uma modalidade de atendimento em que ambos os parceiros participam, tendo o foco na sua interação e nas dificuldades específicas que eles estão vivenciando. O intuito é auxiliar e fortalecer a relação do casal, sejam namorados, noivos ou casados. Deixo isso claro uma vez que algumas pessoas acreditam que a Terapia de Casal é somente para pessoa casada e isto é um tremendo engano.
COMO FUNCIONA A TERAPIA DE CASAL?

QUAL A DIFICULDADE DESTE TIPO DE ATENDIMENTO?
A primeira dificuldade que ocorre é convencer o parceiro a buscar ajuda profissional. Em meus anos de experiência o que tenho visto em 90% dos casos é que o homem sempre é mais resistente em aceitar participar desse tipo de terapia. Os homens evitam, por achar que é bobagem ou que podem resolver o problema de sua relação sozinhos, ou ainda pelo ranço da cultura machista no qual foram criados. As mulheres por outro lado estão dispostas a tentar, a buscar uma saída para melhorar o relacionamento que está se tornando insuportável.
Outra dificuldade é o casal ceder. Durante a terapia o psicólogo dará sugestões, discutirá o comportamento do casal elucidando aquilo que está criando conflito e orientando formas mais saudáveis e autênticas de enfrentar esses problemas, a questão é que nem sempre o casal quer seguir essas orientações. Se o casal não se esforça para agir diferente, para modificar seu comportamento, o conflito persiste e nada muda. Então é importante saber ceder e querer realmente mudar se desejam ter uma relação mais sólida e tranquila.
O QUE LEVA A BUSCAR TERAPIA DE CASAL?
Vou citar alguns dos motivos pelos quais os casais mais buscam a terapia:
- Ciúmes excessivos (pode ser um caso de ciume patológico, falei sobre isso em outro artigo, para ler clique aqui)
- Dependência excessiva (falei como isso pode ser prejudicial em outro artigo, basta clicar aqui)
- Traição
- Dificuldades na sexualidade
- Brigas constantes
- Agressões físicas e/ou verbais
- Falta de calor na relação
- Falta de comprometimento na relação
- Machismo em excesso
- Indiferença excessiva de um em relação ao outro
- Distanciamento de uma das partes
- Insegurança na relação (ilusões criadas pelo medo de perder o outro ou de que o outro está fazendo algo errado)
QUAL O DIFERENCIAL DA TERAPIA DE CASAL? EM QUE ELA PODE AJUDAR A RELAÇÃO?

Espero que esse artigo tenha sanado algumas dúvidas sobre a Terapia de Casal. Se você estiver procurando esse tipo de atendimento, meu contato está aqui no site.
Referências:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X1994000200006
http://www.psicoterapiacognitiva.com.br/casal.html
BUSTUS, Dalmiro M. Perigo... Amor à vista! Drama e psicodrama de casais. São Paulo, Aleph, 1990.
BENEDITO, Vanda L. Di Yorio. Amor Conjugal e Terapia de Casal: uma leitura arquetípica. São Paulo: Summus, 1996.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Stress e Qualidade de Vida
Quantos compromissos você tinha hoje? Pensou em tudo o que
deveria fazer durante o dia, tarefas como ir ao banco, pegar os filhos na
escola, ir para a faculdade, trabalhar o dia inteiro, levar o carro para a
oficina, resolver um problema jurídico, limpar a casa, escrever a monografia,
ajudar os filhos com a tarefa de casa. Esses são alguns exemplos de cotidiano o
qual nós vivemos e que acabam desencadeando um ritmo de vida frenético e
cansativo. Trabalhar e estudar, por exemplo, não é uma tarefa das mais fáceis;
você tem que lidar com os problemas do trabalho, chegar cansado na faculdade,
assistir aula, depois enfrentar o trânsito, chegar em casa, estudar, dormir e
repetir tudo na manhã seguinte. O
enfrentamento dessas responsabilidades aliado a hábitos pouco saudáveis irá
inevitavelmente gerar um nível de stress no sujeito que poderá ocasionar
problemas mais sérios. Mas o que é o stress?
Quando o organismo quando é submetido situações ameaçadoras
ou com algum componente emocional intenso, secreta os hormônios epinefrina
(adrenalina) e norepinefrina noradrenalina) que, através da corrente sanguínea,
chegam às terminações nervosas do sistema nervoso simpático provocando a aceleração
do batimento cardíaco e da respiração, acompanhado do aumento de fluxo de
sangue para os músculos do esqueleto e da liberação de gorduras, ou seja, o
organismo prepara-se para lutar ou fugir.
Rodrigues (1997) traz uma definição de estresse como:
"Uma relação
particular entre uma pessoa, seu ambiente e as circunstâncias às quais está
submetida, que é avaliada pela pessoa como uma ameaça ou algo que exige dela
mais que suas próprias habilidades ou recursos e que põe em perigo o seu
bem-estar" (p.24)

Hábitos saudáveis sempre ajudam, tais como: uma boa
alimentação (reduzir o sal, açúcar e frituras, comer mais frutas, beber muita
água); praticar alguma atividade física, até uma caminhada na pracinha já ajuda
(escolher os dias da semana para tal se o seu cotidiano for muito puxado);
evitar o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas. Elabore estratégias para tentar evitar passar horas no trânsito (se puder ir a pé para o trabalho ou de bicicleta), evite a cafeína (além de ser um estimulante, o abuso dessa substância causa malefícios associada ao stress), evitar levar os problemas para a cama ou ficar pensando no que tem de fazer no dia seguinte antes de dormir, organizar melhor o dia para não se sobrecarregar de responsabilidades. Além disso, tentar não se
aborrecer por pequenas coisas, ter um horário para o lazer e não acumular
sentimentos negativos.
Faço aqui um parêntese sobre a questão do lazer. Atendo
muitos pacientes que não entendem o significado do lazer e acabam por fazer
coisas que acham que devem fazer, mas
que realmente não querem. O lazer é uma atividade relaxante, prazerosa para a
pessoa, onde ela irá se desligar das responsabilidades, dos problemas, onde ela
poderá desfrutar de algo seu sem nenhuma obrigação. O que é lazer pra mim pode
não ser para você. Tem gente que odeia ir a praia e tem gente que detesta
cinema. Então o lazer é algo particular de cada um, o importante é não esquecer
da regra de ouro, deve ser algo que lhe traga prazer e relaxamento e que não
haja obrigações envolvidas.
Todas essas estratégias vão melhorar sua qualidade de vida, pois no nosso modo de vida atual é impossível não ter stress por conta das responsabilidades, mas podemos viver melhor mudando alguns hábitos. Caso seu stress esteja elevado e você não esteja dando
conta, causando uma sensação de confusão que te impede de tomar decisões em várias áreas da sua vida, procure um Psicólogo para
lhe auxiliar a enfrentar esse momento de crise. No mais, aproveitem bem a vida
que dá tudo certo!
Referências:
OLIVEIRA, Edson A. Delimitando o conceito de stress. http://www.medtrab.ufpr.br/arquivos%20para%20dowload%202011/saude%20mental/Delimitando%20o%20conceito%20de%20stress.pdf
Rodrigues, A. Stress, trabalho e doenças de adaptação. in:
Franco, a.c.l. &Rodrigues, a.l. (1997). Stress e trabalho: guia prático com
abordagem psicossomática. São Paulo: Atlas.
sábado, 25 de maio de 2013
DÚVIDAS MAIS FREQUENTES!
Para começar as atividades deste blog, resolvi fazer uma postagem que englobasse uma série de dúvidas e questões comuns que as pessoas tem. As perguntas são baseadas nos questionamentos que eu escuto por aí, de pessoas leigas que não conhecem o trabalho do psicólogo, então o intuito aqui é o esclarecimento.
Este será um dos posts mais interessante desse blog e também
um dos mais úteis, uma vez que estarão reunidas aqui várias perguntas e
respostas ligadas a atuação do psicólogo. Gostaria que vocês também enviassem
suas dúvidas para que sejam acrescentadas aqui, enviem a pergunta/dúvidas para
o e-mail leonardobozzano@hotmail.com e na mensagem não esqueçam de incluir nome
(ou um pseudônimo) e idade.
Qual é o trabalho do Psicólogo?
R: Depende da área onde ele atua, mas o princípio norteador
da atuação de qualquer psicólogo é o seu Código de Ética. Devemos primar pelo
bem estar dos nossos pacientes e das pessoas com quem trabalhando, sempre
respeitando os Direitos Humanos e as convicções particulares de cada indivíduo.
Quais as áreas de atuação da Psicologia?
R: Inúmeras. Psicologia Clínica, Psicologia Organizacional,
Hospitalar, Escolar, Jurídica. Vai depender de onde o profissional estiver
inserido.
Todo psicólogo atende pessoas?
R: Não. Geralmente são os psicólogos clínicos que realizam Psicoterapia, se for esse tipo de
atendimento ao qual você se refere. O Psicólogo Escolar por exemplo orienta os
alunos e elaboras estratégias dentro do contexto escolar para melhorar o
desempenho, auxilia no processo de escolha vocacional, enquanto o Psicólogo
Hospitalar atende pacientes internados nas unidades hospitalares, atuando de
forma a minimizar o sofrimento e a angústia desses. O Psicólogo Organizacional
trabalha com recrutamento e seleção, desenvolve estratégias dentro da empresa
visando a melhoria das relações de trabalho e o desempenho dos funcionários. O
modelo de atendimento clássico que a maioria das pessoas imagina é realizado
mesmo pelo Psicólogo Clínico, num consultório adequado e privado.
Como eu sei que eu preciso procurar ajuda de um Psicólogo?
R: Se você estiver passando por alguma problema contínuo e
não estiver conseguindo superar uma determinada situação, seja sozinho ou com
suporte de amigos/família esse é um bom indicativos. Estados duradouros de angústia,
medo, insegurança, solidão também. A nossa mente sempre busca alternativas para
escapar de estados que nos cause sofrimento, mas quando isso se torna
persistente e começa a afetar seu dia a dia, dificulta a realização de
atividades cotidianas como ir a escola, trabalhar, se relacionar com as
pessoas, então é um bom indicativo para buscar ajuda.
Posso ir ao Psicólogo sem ter nenhum problema aparente?
R: Sim, não há contraindicação para psicoterapia. Ela pode
tanto ajudar uma pessoa com transtornos psicológicos, quanto auxiliar no
autoconhecimento e no desenvolvimento de capacidades interpessoais.
Estou sentindo coisas estranhas, procurei na internet de
acordo com meus sintomas e acho que tenho um transtorno psicológico grave. O
que devo fazer?
R: Primeiro tenha calma. Entenda, não é porque você
conseguiu comparar o que você sente com descrições de transtorno que você terá
um. Para caracterizar um transtorno a pessoa deve ter vários sintomas que
preenchem critérios diagnósticos. Além disso, deve ser avaliada por um profissional
Psicólogo ou Psiquiatra que poderá esclarecer esse diagnóstico. Então nada de
ficar procurando doenças na net!
Quais os tipos de problemas que o Psicólogo trata?
R: Além dos Transtornos Psiquiátricos, o psicólogo clínico pode
trabalhar inúmeras questões, desde gagueira até ejaculação precoce. Mas
lembre-se que antes de tudo o psicólogo avalia a gênese do problema,
investigando tudo para determinar se a causa de um problema é mesmo
psicológica. Se o paciente já vem do médico dizendo que "meus exames não
deram nada" aí começa nosso trabalho. Não vamos psicologizar tudo, existem
patologias de causa orgânica e de causa psíquica.
O nome do blog está escrito errado.
R: Não, não está. É um trocadilho proposital.
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