Olá, eu me chamo Leonardo e sou Psicólogo registrado pelo Conselho Regional de Psicologia, CRP da 11a região sob o número 05089. O objetivo desse blog é esclarecer as pessoas sobre questões ligadas a Psicologia usando uma linguagem simples, acessível e incentivar reflexões acerca da natureza humana, da sociedade e de problemas do cotidiano.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2018
5 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES PARA QUEM TEM TRANSTORNO BIPOLAR
sábado, 26 de maio de 2018
O QUE É O TRANSTORNO BIPOLAR?
Ouço muitas pessoas no dia a dia se referindo a outras como "fulano é bipolar, uma hora faz uma coisa, outra hora faz outra" e comentários similares para tentar caracterizar o comportamento de alguém num quadro patológico. Hoje falaremos sobre o que realmente é o Transtorno Bipolar e como ele se manifesta.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
10 MINUTOS DE PSICOLOGIA #3- QUERIA SABER MAIS- DIFERENÇA ENTRE PSICÓLOGO E PSIQUIATRA
Olá leitores do blog, no programa de hoje vamos falar um pouco acerca das diferenças entre psicólogo e psiquiatra.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Entendendo o TOC- Transtorno Obsessivo-Compulsivo
No nosso texto de hoje iremos tentar explicar de maneira mais simples o que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo- TOC, e como ele se manifesta. Como o próprio nome indica, é uma psicopatologia em que o sujeito apresenta obsessões e compulsões que se repetem, causam sofrimento e dificultam a realização de atividades da vida cotidiana. Muitos desses sintomas são confundidos / reconhecidos por pessoas leigas como "manias", mas muito incomuns e irracionais. Talvez você já tenha ouvido falar sobre TOC ou visto alguma reportagem na televisão, então você deve estar imaginando algumas dessas "manias" como lavar as mãos, manter tudo sempre limpo, organização excessiva, etc. Isso tudo é TOC? Depende.
Ballone nos apresenta uma definição clara do que são obsessões e compulsões:
Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, enfim, são atitudes mentais que invadem a consciência de forma involuntária, repetitiva, persistente e normalmente absurdas. Essas idéias obsessivas são ou não seguidas de rituais destinados a neutralizá-los, as compulsões. Os pesamentos obsessivos são experimentados como intrusivos, inapropriados ou estranhos pelo próprio paciente, o que acaba causando mais ansiedade e desconforto emocional. A pessoa tenta resistir a esses pensamentos, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, mas sempre, o próprio paciente reconhece tudo isso como produto de sua mente e não como se fossem originados de fora (como ocorre na esquizofrenia).
Compulsões são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações, fechar portas 4 vezes), ou atos mentais (rezar,contar, repetir palavras ou frases) que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou em virtude de regras (auto impostas) que devem ser seguidas rigidamente. Os comportamentos ou atitudes mentais compulsivas são destinadas a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, ou prevenir alguma situação ou evento temidos. Como dissemos, o próprio paciente percebe que essas atitudes não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou que são claramente excessivas, mas essa crítica não é suficiente para inibir a compulsão.
Então, simplificando em vias gerais, o TOC são pensamentos que a pessoa não tem controle e se repetem em sua mente, vindo insistentemente e causando angústia, enquanto que as compulsões são atos em que a pessoa repete comportamentos, mentalmente ou fisicamente, para aliviar os pensamentos obsessivos.
Os pensamentos obsessivos são em sua maioria irracionais e sem lógica compatível com a realidade, então um exemplo disso é uma pessoa cujo pensamento diz para ela rezar cinco vezes sempre que ver alguém com uma camisa azul senão alguém da sua família vai morrer. Conheci uma pessoa com TOC que ela tinha que rezar sempre que ia ao banheiro. Existem uma infinidade de exemplos de sintomas do TOC, mas quais são os tipos mais comuns? É o que veremos a seguir.
Tipos de Obsessões e Compulsões:
(Lembrando que a obsessão é o pensamento e compulsão é o ato)
-Preocupação/Medo de Contaminação: medo de se contaminar com germes, bactérias, doenças, o que leva a pessoa a limpar tudo excessivamente, evitar tocar nas coisas que ela considera sujas/contaminadas, proteção exagerada como usar luvas e máscara o tempo todo ou boa parte do tempo, evitar tocar em outras pessoas ou objetos.
-Pensamentos repetitivos de dúvidas e de perfeição extrema: leva a pessoa a verificar as coisas detalhadamente, várias vezes seguidas, dificulta que a pessoa termine qualquer coisa que tenha para fazer, porque mesmo terminada a tarefa ela confere minunciosamente tudo várias vezes.
-Preocupação com simetria, exatidão, ordem ou alinhamento: também muito comum, a pessoa
organiza tudo ao seu redor com extrema rigidez, qualquer coisa desalinhada (um par de chinelos tortos, quadros tortos, sequencias desiguais) levam a pessoa a ficar extremamente incomodada e um desejo incontrolável de organizar tudo.
-Pensamentos ou impulsos de machucar, ferir ou agredir: Esse é pouco conhecido, mas faz parte dos sintomas do TOC. Diz respeito a fugir de objetos que possam machucar os outros, como facas, armas, desculpar-se excessivamente com os outros mesmo que nada tenha ocorrido.
-Pensamentos ruins, indesejáveis ou negativos sobre sexo: evita manifestações de carinho e afeto, retraimento social excessivo por medo de perder o controle, orações exageradas, evita relacionamentos e atividade sexual ou as faz mas com um sentimento grande de culpa.
-Preocupação em guardar, poupar, armazenas objetos sem necessidade: Esse ganhou até um Acumuladores, pois é isso que as pessoas que não se tratam se tornam. Passam a guardar coisas inúteis, não conseguem jogar objetos fora, descartar lixo, o que leva a entupir o espaço onde vive de tranqueiras. Lembro de mais de um caso onde as pessoas morreram soterradas no próprio lixo que acumularam. Clique aqui para ler a reportagem.
-Preocupação com doenças ou com o corpo: medo de ficar doente, consultas frequentes ao médico, mesmo sabendo que não está doente não confia no diagnóstico médico nem em exames.
-Preocupação números, cores, datas, horários: tendem a ter atitudes bizarras, não usam determinada cor (Roberto Carlos, é você?), acham que as cor podem influenciar a realidade, evitam ou se apegam a determinados números e datas, evitam ou se apegam a determinados horários.
-Pensamentos sobre culpa, pecado, blasfêmias, honestidade/desonestidade: Compulsões para rezar, repetir palavras, frases, tentar afastar pensamentos indesejáveis e negativos.
Como podemos ver existe uma ampla gama de sintomas do TOC, em geral o portador apresente algum tipo dos descritos acima ou uma pequena variação de um ou dois tipos. Alguns pacientes podem ainda apresentar sintomas pontuais de um dos transtornos sem caracterizar o TOC em si, o que chamamos de espectro do TOC, ou seja, ele possui um sintoma que faz parte de alguma compulsão ou obsessão, mas não o bastante para fechar o diagnóstico de TOC.
Não se sabe o que causa o TOC, embora alguns fatores neurobiológicos (incluindo os genéticos), fatores de natureza psicológica e fatores ambientais atuam na origem, agravamento e manutenção dos sintomas do TOC. Sabe-se que os portadores de TOC têm várias características biológicas distintas, que produzem um funcionamento cerebral também distinto. São pessoas mais suscetíveis aos medos, experimentam excesso de responsabilidade, interpretam riscos de forma exagerada e lidam com suas angústias e temores tentando neutralizá-los através de realizações de rituais ou evitações.
O TOC deve ser diagnosticado por um profissional Psiquiatra ou Psicólogo, e seu tratamento deve ser iniciado o mais breve possível. O tratamento desse transtorno é feito com antidepressivos, e é indispensável o uso de remédios, uma vez que os pensamentos obsessivos não podem ser evitados apenas com aconselhamento e terapia. É um transtorno extremamente desagradável, não há uma cura definitiva, mas há tratamento e alívio dos sintomas.
(Lembrando que a obsessão é o pensamento e compulsão é o ato)
-Preocupação/Medo de Contaminação: medo de se contaminar com germes, bactérias, doenças, o que leva a pessoa a limpar tudo excessivamente, evitar tocar nas coisas que ela considera sujas/contaminadas, proteção exagerada como usar luvas e máscara o tempo todo ou boa parte do tempo, evitar tocar em outras pessoas ou objetos.
-Pensamentos repetitivos de dúvidas e de perfeição extrema: leva a pessoa a verificar as coisas detalhadamente, várias vezes seguidas, dificulta que a pessoa termine qualquer coisa que tenha para fazer, porque mesmo terminada a tarefa ela confere minunciosamente tudo várias vezes.

organiza tudo ao seu redor com extrema rigidez, qualquer coisa desalinhada (um par de chinelos tortos, quadros tortos, sequencias desiguais) levam a pessoa a ficar extremamente incomodada e um desejo incontrolável de organizar tudo.
-Pensamentos ou impulsos de machucar, ferir ou agredir: Esse é pouco conhecido, mas faz parte dos sintomas do TOC. Diz respeito a fugir de objetos que possam machucar os outros, como facas, armas, desculpar-se excessivamente com os outros mesmo que nada tenha ocorrido.
-Pensamentos ruins, indesejáveis ou negativos sobre sexo: evita manifestações de carinho e afeto, retraimento social excessivo por medo de perder o controle, orações exageradas, evita relacionamentos e atividade sexual ou as faz mas com um sentimento grande de culpa.

-Preocupação com doenças ou com o corpo: medo de ficar doente, consultas frequentes ao médico, mesmo sabendo que não está doente não confia no diagnóstico médico nem em exames.
-Preocupação números, cores, datas, horários: tendem a ter atitudes bizarras, não usam determinada cor (Roberto Carlos, é você?), acham que as cor podem influenciar a realidade, evitam ou se apegam a determinados números e datas, evitam ou se apegam a determinados horários.
-Pensamentos sobre culpa, pecado, blasfêmias, honestidade/desonestidade: Compulsões para rezar, repetir palavras, frases, tentar afastar pensamentos indesejáveis e negativos.
Como podemos ver existe uma ampla gama de sintomas do TOC, em geral o portador apresente algum tipo dos descritos acima ou uma pequena variação de um ou dois tipos. Alguns pacientes podem ainda apresentar sintomas pontuais de um dos transtornos sem caracterizar o TOC em si, o que chamamos de espectro do TOC, ou seja, ele possui um sintoma que faz parte de alguma compulsão ou obsessão, mas não o bastante para fechar o diagnóstico de TOC.
Não se sabe o que causa o TOC, embora alguns fatores neurobiológicos (incluindo os genéticos), fatores de natureza psicológica e fatores ambientais atuam na origem, agravamento e manutenção dos sintomas do TOC. Sabe-se que os portadores de TOC têm várias características biológicas distintas, que produzem um funcionamento cerebral também distinto. São pessoas mais suscetíveis aos medos, experimentam excesso de responsabilidade, interpretam riscos de forma exagerada e lidam com suas angústias e temores tentando neutralizá-los através de realizações de rituais ou evitações.
O TOC deve ser diagnosticado por um profissional Psiquiatra ou Psicólogo, e seu tratamento deve ser iniciado o mais breve possível. O tratamento desse transtorno é feito com antidepressivos, e é indispensável o uso de remédios, uma vez que os pensamentos obsessivos não podem ser evitados apenas com aconselhamento e terapia. É um transtorno extremamente desagradável, não há uma cura definitiva, mas há tratamento e alívio dos sintomas.
Referências:
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=80
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=81
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Uma Breve História sobre a Loucura
A humanidade vive com a loucura desde o seu surgimento, tendo adotado as mais diferentes práticas com o objetivo de curar o louco ou simplesmente afasta-lo da sociedade.
O louco era visto como alguém excêntrico, ou possuído pelo demônio, devido ao seu comportamento que sempre se distanciava do que era considerado o padrão para uma determinada época/sociedade.
Na Grécia antiga, a loucura era tida como um saber divino, e os loucos eram vistos como mensageiros dos deuses, pessoas que tinham um dom especial capazes de ver um mundo que ninguém mais consegue. Nessa época a loucura encontrou um espaço na sociedade; não era necessário banir ou controlar o louco, uma vez que ele era instrumento divino; suas visões inspiravam as pessoas que buscavam conselhos, as vozes que ouviam eram atribuídas aos deuses que sussurravam aos seus ouvidos. Filósofos ouviam os loucos e traçavam vários diálogos com eles, buscando explicar os fenômenos da natureza e o próprio fenômeno humano.
Foi na Idade Média que a coisa ficou ruim para os mentalmente incapazes. Esse foi um período de forte dominação religiosa e perseguição daqueles que eram contra a igreja, um tempo onde crenças surgiam e o misticismo era visto como algo demoníaco, herético. Pessoas com epilepsia, quando tinham ataques e convulsionavam, eram ditas estarem possuídas pelo demônio, ou enfeitiçadas. A ignorância e o medo se tornaram armas implacáveis, levando esses pobres enfermos a alimentarem as fogueiras da Inquisição. Os loucos não eram mais sábios, mas hereges possuídos pelo diabo e sua única redenção era pela tortura e pelo fogo.
Na Renascença o louco entra, pela primeira vez, na categoria de doente, mas ao invés de tratamento ele deve ser excluído da sociedade. Os loucos falam o que as pessoas não querem ouvir, falam de coisas fantásticas, quase um retorno ao divino, como era nos tempos dos gregos. Entretanto não há lugar na sociedade para esse tipo de indivíduo, cuja mente é estranha, diferente, cuja aparência e discurso são assustadores. É então que se tem a ideia de colocar os loucos em navios, que vagavam sem destino e ocasionalmente chegavam a algum lugar, onde novamente eram excluídos, tornando-se párias permanentes da sociedade.

No século XIX, o louco é um doente e precisa de tratamento específico, que consistia em medidas físicas como duchas, banhos frios, chicotadas, máquinas giratórias e sangrias. É a época do surgimento da Psiquiatria, o saber médico aliado ao conhecimento científico buscando entender e tratar a loucura. O louco não tem voz ou credibilidade, ser taxado de louco é sinônimo de ser desacreditado por todos. Há um medo mais ainda da loucura, pois pior do que viver num mundo alheio ao das outras pessoas é ser completamente ignorado. Os médicos conversam com seus pacientes na tentativa de compreender os transtornos mentais, dissecam cérebros na tentativa de encontrar no órgão a causa do comportamento inadequado. A ciência tenta avançar mesmo que de forma rudimentar.

É então que no final do século XX se inicia no Brasil, no final da década de 70, a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais. Esse movimento se inscreve no contexto de redemocratização do país e na mobilização político-social que ocorre na época. Essa é a semente da Reforma Psiquiátrica, que viria a germinar anos mais tarde, reformulando não só a forma de tratar e acomodar o "louco", mas de reinseri-lo no convívio social.
Importantes acontecimentos acontecem no Brasil, como a intervenção e o fechamento da Clínica Anchieta, em Santos/SP, e a revisão legislativa proposta pelo então Deputado Paulo Delgado por meio do projeto de lei nº 3.657, ambos ocorridos em 1989, impulsionam a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Em 1990, o Brasil torna-se signatário da Declaração de Caracas a qual propõe a reestruturação da assistência psiquiátrica, e, em 2001, é aprovada a Lei Federal 10.216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Dessa lei origina-se a Política de Saúde Mental a qual, basicamente, visa garantir o cuidado ao paciente com transtorno mental em serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos, superando assim a lógica das internações de longa permanência que tratam o paciente isolando-o do convívio com a família e com a sociedade como um todo.
E os profissionais de saúde mental lutam para desconstruir séculos da imagem que foi criada do louco, para um sujeito que padece de algum transtorno e precisa de apoio e acompanhamento especializado. Até hoje, mesmo com os avanços dos tratamentos, da evolução da Psicologia, dos fármacos, as pessoas ainda temem a doença mental, as maioria das famílias não querer se responsabilizar pelo cuidado dessa pessoa, muitas vezes desejando que o Estado o assuma. Mas o maior objetivo da Reforma Psiquiátrica é a reinserção do "louco" na sociedade, porque talvez o louco veja o mundo de uma forma mais sã que nos. E nos em nossa ignorância tememos aquilo que não conhecemos. O homem parece o mesmo desde os tempos antigos, sempre isolando algo que teme, sempre fugindo daquilo que desconhece.
Para terminar, só quero deixar claro que qualquer transtorno mental tem tratamento, embora muitos ainda não tenham cura, mas um acompanhamento especializado com medicação e psicoterapia pode garantir qualidade de vida a esse indivíduo, aliviar seu sofrimento, fazê-lo sentir-se aceito entre os seus e lhe dar a liberdade que séculos de medo e ignorância ceifaram.
Referências:
FOUCAULT, M. História da loucura. Ed. Perspectiva - SP, 1978.
http://www.ccs.saude.gov.br/vpc/reforma.html
http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/reforma.html
http://www.letraefel.com/2007/01/loucura-na-histria.html
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAANGcAF/olhar-sobre-a-loucura-foucault
sábado, 25 de maio de 2013
DÚVIDAS MAIS FREQUENTES!
Para começar as atividades deste blog, resolvi fazer uma postagem que englobasse uma série de dúvidas e questões comuns que as pessoas tem. As perguntas são baseadas nos questionamentos que eu escuto por aí, de pessoas leigas que não conhecem o trabalho do psicólogo, então o intuito aqui é o esclarecimento.
Este será um dos posts mais interessante desse blog e também
um dos mais úteis, uma vez que estarão reunidas aqui várias perguntas e
respostas ligadas a atuação do psicólogo. Gostaria que vocês também enviassem
suas dúvidas para que sejam acrescentadas aqui, enviem a pergunta/dúvidas para
o e-mail leonardobozzano@hotmail.com e na mensagem não esqueçam de incluir nome
(ou um pseudônimo) e idade.
Qual é o trabalho do Psicólogo?
R: Depende da área onde ele atua, mas o princípio norteador
da atuação de qualquer psicólogo é o seu Código de Ética. Devemos primar pelo
bem estar dos nossos pacientes e das pessoas com quem trabalhando, sempre
respeitando os Direitos Humanos e as convicções particulares de cada indivíduo.
Quais as áreas de atuação da Psicologia?
R: Inúmeras. Psicologia Clínica, Psicologia Organizacional,
Hospitalar, Escolar, Jurídica. Vai depender de onde o profissional estiver
inserido.
Todo psicólogo atende pessoas?
R: Não. Geralmente são os psicólogos clínicos que realizam Psicoterapia, se for esse tipo de
atendimento ao qual você se refere. O Psicólogo Escolar por exemplo orienta os
alunos e elaboras estratégias dentro do contexto escolar para melhorar o
desempenho, auxilia no processo de escolha vocacional, enquanto o Psicólogo
Hospitalar atende pacientes internados nas unidades hospitalares, atuando de
forma a minimizar o sofrimento e a angústia desses. O Psicólogo Organizacional
trabalha com recrutamento e seleção, desenvolve estratégias dentro da empresa
visando a melhoria das relações de trabalho e o desempenho dos funcionários. O
modelo de atendimento clássico que a maioria das pessoas imagina é realizado
mesmo pelo Psicólogo Clínico, num consultório adequado e privado.
Como eu sei que eu preciso procurar ajuda de um Psicólogo?
R: Se você estiver passando por alguma problema contínuo e
não estiver conseguindo superar uma determinada situação, seja sozinho ou com
suporte de amigos/família esse é um bom indicativos. Estados duradouros de angústia,
medo, insegurança, solidão também. A nossa mente sempre busca alternativas para
escapar de estados que nos cause sofrimento, mas quando isso se torna
persistente e começa a afetar seu dia a dia, dificulta a realização de
atividades cotidianas como ir a escola, trabalhar, se relacionar com as
pessoas, então é um bom indicativo para buscar ajuda.
Posso ir ao Psicólogo sem ter nenhum problema aparente?
R: Sim, não há contraindicação para psicoterapia. Ela pode
tanto ajudar uma pessoa com transtornos psicológicos, quanto auxiliar no
autoconhecimento e no desenvolvimento de capacidades interpessoais.
Estou sentindo coisas estranhas, procurei na internet de
acordo com meus sintomas e acho que tenho um transtorno psicológico grave. O
que devo fazer?
R: Primeiro tenha calma. Entenda, não é porque você
conseguiu comparar o que você sente com descrições de transtorno que você terá
um. Para caracterizar um transtorno a pessoa deve ter vários sintomas que
preenchem critérios diagnósticos. Além disso, deve ser avaliada por um profissional
Psicólogo ou Psiquiatra que poderá esclarecer esse diagnóstico. Então nada de
ficar procurando doenças na net!
Quais os tipos de problemas que o Psicólogo trata?
R: Além dos Transtornos Psiquiátricos, o psicólogo clínico pode
trabalhar inúmeras questões, desde gagueira até ejaculação precoce. Mas
lembre-se que antes de tudo o psicólogo avalia a gênese do problema,
investigando tudo para determinar se a causa de um problema é mesmo
psicológica. Se o paciente já vem do médico dizendo que "meus exames não
deram nada" aí começa nosso trabalho. Não vamos psicologizar tudo, existem
patologias de causa orgânica e de causa psíquica.
O nome do blog está escrito errado.
R: Não, não está. É um trocadilho proposital.
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