Ouço muitas pessoas no dia a dia se referindo a outras como "fulano é bipolar, uma hora faz uma coisa, outra hora faz outra" e comentários similares para tentar caracterizar o comportamento de alguém num quadro patológico. Hoje falaremos sobre o que realmente é o Transtorno Bipolar e como ele se manifesta.
Olá, eu me chamo Leonardo e sou Psicólogo registrado pelo Conselho Regional de Psicologia, CRP da 11a região sob o número 05089. O objetivo desse blog é esclarecer as pessoas sobre questões ligadas a Psicologia usando uma linguagem simples, acessível e incentivar reflexões acerca da natureza humana, da sociedade e de problemas do cotidiano.
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sábado, 26 de maio de 2018
O QUE É O TRANSTORNO BIPOLAR?
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
SUICÍDIO- O QUE FAZER PARA PREVENIR?
Setembro é o mês em que intensifica a conscientização da sociedade para a prevenção do suicídio, problema que hoje cada vez mais está presente em nossa sociedade e é velado, de modo que a grande maioria das pessoa não está a par dessa triste realidade.
O suicídio é hoje um grande problema de saúde pública, os dados epidemiológicos que temos demonstram isso, e esses mesmos dados estão a mostrar apenas uma pequena realidade do número de mortes por suicídio, uma vez que o tabu, a falta de preparo e outros obstáculos impedem o registro adequado das mortes por suicídio, não apenas no Ceará, mas no Brasil como um todo.
Como podemos então, agir de modo que esse número alarmante de mortes diminua? A resposta está na prevenção, mas para prevenir é preciso não apenas conhecer o fenômeno e como ele se manifesta, mas também a intervenção de políticas públicas efetivas. Então vamos falar um pouco acerca da prevenção.
Segunda a Organização Mundial da Sáúde (OMS),
- 800.000 pessoas suicidam-se por ano;
- Cerca de 3.000 pessoas por dia;
- Uma morte a cada 40 segundos;
- Para cada pessoa que se suicida, 20 ou mais tentam se matar.
No Brasil os números são alarmantes.
O QUE LEVA UMA PESSOA A TENTAR SUICÍDIO?
Sabemos por estudos estatísticos que cerca 90% das pessoas com ideação suicida ou que tentaram suicídio tem algum tipo de transtorno mental, diagnosticado ou não.
Fora isso temos os fatores de risco para o suicídio, que são critérios que potencializam o surgimento da ideação suicida e da tentativa em si. Dentre esses fatores elencamos aqui os mais comuns:
- Tentativa de suicídio ou auto-mutilação anterior;
- Comorbidades (mais de um transtorno associado) ou tratamento psiquiátrico anterior;
- Desemprego;
- Stress social;
- Abandono;
- Álcool e abuso de drogas;
- Dor física ou dor crônica;
- Trauma, tal como abuso físico e sexual;
- Doença física incapacitante ou doloroso, incluindo dor crônica(citamos o HIV e câncer como exemplos);
- Certas profissões profissões com os meios / conhecimento se matar (veterinários, médicos, dentistas, farmacêuticos, agricultores, etc. Por incrível que possa parecer os médicos encabeçam uma das profissões em que mais se comete suicídio)
- Pouco apoio social / viver sozinho;
- Eventos significativos da vida - luto (perdas de entes próximos), desagregação familiar;
- Bullying (às vezes um fator em crianças e adolescentes em mídia social).

COMO PREVENIR O SUICÍDIO?
Existem diversas medidas de prevenção de acordo com contextos específicos, então o que farei aqui é um apanhado geral acerca da prevenção do suicídio. Primeiramente, sabemos que a maioria dos pacientes que tentaram suicídio comunicaram antes, de alguma forma suas intenções, ou deram sinais que foram ignorados por familiares e pessoas próximas. Desta forma, nunca ignore um relato de alguém que fala ou pensa em se matar. Esqueçam essa estória de "cão que ladra não morde". Se a pessoa fala em morrer é devido a um sofrimento intenso, e caso ela não receba amparo ela pode sim vir a cometer o ato.
Isolamento, alteração do comportamento (comportamentos estranhos), alteração do humor, são alguns. Sabemos que 90% das pessoas com ideação suicida ou que tenta suicídio tem algum transtorno, então é importante que essa pessoa seja encaminhada ao Psiquiatra ou Psicólogo (em alguns casos, é necessário o acompanhamento de ambos).

É importante desconstruirmos o tabu acerca do suicídio, as pessoas não devem ter medo ou vergonha de pedir ajuda e por outro lado, a família deve estar atenta com seus filhos, maridos, esposas, porque o suicídio é uma realidade que pode afetar qualquer um, independente de qualquer coisa. É um problema de saúde, pode ser tratado, não é um desvio moral ou religioso. Busque ajuda.
#espalheamarelo #espalhevida #prevençãoaosuicídio
Referências:
Gassmann-Mayer, C. Jiang, K., McSorley, P., Arani, P. et al (2011). Clinical and Statistical assessment of suicidal ideation and behavior in pharmaceutical trials. Clinical Pharmacology & Therapeuticss, 90, 483-485.
Kelly Piacheski de Abreu, Maria Alice Dias da Silva Lima, Eglê Kohlrausch, Joannie Fachinelli Soares. Comportamento suicida: fatores de risco e intervenções preventivas. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2010;12(1):195-200. Disponível em: <https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v12/n1/pdf/v12n1a24.pdf> Acesso em: 24 de Agosto de 2016.
Inside Japan Suicide Forest. Disponível em: < http://www.japantimes.co.jp/life/2011/06/26/general/inside-japans-suicide-forest/#.V9CBpSlrjIU> Acesso em: 01 de Agosto de 2016.
Prevenção ao suicídio: manual dirigido aos profissionais de saúde mental. Ministério da Saúde. Brasil, 2006.
FAÇANHA, Jorge Daniel Neto. ERSE, Maria Pedro Queiroz de Azevedo. SIMÕES, Rosa Maria Pereira . AMÉLIA, Lúcia . SANTOS, José Carlos. Prevenção do suicídio em adolescentes: programa de intervenção believe. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.) v.6 n.1 Ribeirão Preto 2010.
CARNEIRO, Anna Bárbara de Freitas . Suicídio, religião e cultura: reflexões a partir da obra “Sunset Limited”. Reverso vol.35 no.65 Belo Horizonte jul. 2013. Disponível em:
< http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952013000100002 >. Acesso em: 02 de Agosto de 2016.
WORDEN, j. W. . Terapia do luto: um manual para o profissional de saúde mental. Porto Alegre: Artes Médicas(1998).
KÜBLER-ROSS, E. . Sobre a morte e o morrer: o que os doentes terminais tem para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e as seus próprios parentes. São Paulo: Martins Fontes, (1998).
BOWLBY, J. Apego e perda:perda: tristeza e depressão. São Paulo: Martins Fontes. 1985
MARTINS, S. A. R & LEÃO, M. F. Análise dos Fatores Envolvidos no Processo de Luto das Famílias nos Casos de Suicídio. Revista Mineira de Ciências da Saúde. Patos de Minas: UNIPAM, 2, 123-135.
OSMARIM, Vanessa Maria. Suicídio: O luto dos sobreviventes. 2015. Disponível em: <www.psicologia.pt/artigos/textos/A0981.pdf> Acessado em 10 de Agosto de 2016.
Suicídio: pesquisadores comentam relatório da OMS, que apontou altos índices no mundo. Fonte: Informe ENSP. Disponível em: <http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/suicidio-brasil-e-8o-pais-das-americas-com-maior-indice>. Acesso em 12 de agosto de 2016.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Uma Breve História sobre a Loucura
A humanidade vive com a loucura desde o seu surgimento, tendo adotado as mais diferentes práticas com o objetivo de curar o louco ou simplesmente afasta-lo da sociedade.
O louco era visto como alguém excêntrico, ou possuído pelo demônio, devido ao seu comportamento que sempre se distanciava do que era considerado o padrão para uma determinada época/sociedade.
Na Grécia antiga, a loucura era tida como um saber divino, e os loucos eram vistos como mensageiros dos deuses, pessoas que tinham um dom especial capazes de ver um mundo que ninguém mais consegue. Nessa época a loucura encontrou um espaço na sociedade; não era necessário banir ou controlar o louco, uma vez que ele era instrumento divino; suas visões inspiravam as pessoas que buscavam conselhos, as vozes que ouviam eram atribuídas aos deuses que sussurravam aos seus ouvidos. Filósofos ouviam os loucos e traçavam vários diálogos com eles, buscando explicar os fenômenos da natureza e o próprio fenômeno humano.
Foi na Idade Média que a coisa ficou ruim para os mentalmente incapazes. Esse foi um período de forte dominação religiosa e perseguição daqueles que eram contra a igreja, um tempo onde crenças surgiam e o misticismo era visto como algo demoníaco, herético. Pessoas com epilepsia, quando tinham ataques e convulsionavam, eram ditas estarem possuídas pelo demônio, ou enfeitiçadas. A ignorância e o medo se tornaram armas implacáveis, levando esses pobres enfermos a alimentarem as fogueiras da Inquisição. Os loucos não eram mais sábios, mas hereges possuídos pelo diabo e sua única redenção era pela tortura e pelo fogo.
Na Renascença o louco entra, pela primeira vez, na categoria de doente, mas ao invés de tratamento ele deve ser excluído da sociedade. Os loucos falam o que as pessoas não querem ouvir, falam de coisas fantásticas, quase um retorno ao divino, como era nos tempos dos gregos. Entretanto não há lugar na sociedade para esse tipo de indivíduo, cuja mente é estranha, diferente, cuja aparência e discurso são assustadores. É então que se tem a ideia de colocar os loucos em navios, que vagavam sem destino e ocasionalmente chegavam a algum lugar, onde novamente eram excluídos, tornando-se párias permanentes da sociedade.

No século XIX, o louco é um doente e precisa de tratamento específico, que consistia em medidas físicas como duchas, banhos frios, chicotadas, máquinas giratórias e sangrias. É a época do surgimento da Psiquiatria, o saber médico aliado ao conhecimento científico buscando entender e tratar a loucura. O louco não tem voz ou credibilidade, ser taxado de louco é sinônimo de ser desacreditado por todos. Há um medo mais ainda da loucura, pois pior do que viver num mundo alheio ao das outras pessoas é ser completamente ignorado. Os médicos conversam com seus pacientes na tentativa de compreender os transtornos mentais, dissecam cérebros na tentativa de encontrar no órgão a causa do comportamento inadequado. A ciência tenta avançar mesmo que de forma rudimentar.

É então que no final do século XX se inicia no Brasil, no final da década de 70, a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais. Esse movimento se inscreve no contexto de redemocratização do país e na mobilização político-social que ocorre na época. Essa é a semente da Reforma Psiquiátrica, que viria a germinar anos mais tarde, reformulando não só a forma de tratar e acomodar o "louco", mas de reinseri-lo no convívio social.
Importantes acontecimentos acontecem no Brasil, como a intervenção e o fechamento da Clínica Anchieta, em Santos/SP, e a revisão legislativa proposta pelo então Deputado Paulo Delgado por meio do projeto de lei nº 3.657, ambos ocorridos em 1989, impulsionam a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Em 1990, o Brasil torna-se signatário da Declaração de Caracas a qual propõe a reestruturação da assistência psiquiátrica, e, em 2001, é aprovada a Lei Federal 10.216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Dessa lei origina-se a Política de Saúde Mental a qual, basicamente, visa garantir o cuidado ao paciente com transtorno mental em serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos, superando assim a lógica das internações de longa permanência que tratam o paciente isolando-o do convívio com a família e com a sociedade como um todo.
E os profissionais de saúde mental lutam para desconstruir séculos da imagem que foi criada do louco, para um sujeito que padece de algum transtorno e precisa de apoio e acompanhamento especializado. Até hoje, mesmo com os avanços dos tratamentos, da evolução da Psicologia, dos fármacos, as pessoas ainda temem a doença mental, as maioria das famílias não querer se responsabilizar pelo cuidado dessa pessoa, muitas vezes desejando que o Estado o assuma. Mas o maior objetivo da Reforma Psiquiátrica é a reinserção do "louco" na sociedade, porque talvez o louco veja o mundo de uma forma mais sã que nos. E nos em nossa ignorância tememos aquilo que não conhecemos. O homem parece o mesmo desde os tempos antigos, sempre isolando algo que teme, sempre fugindo daquilo que desconhece.
Para terminar, só quero deixar claro que qualquer transtorno mental tem tratamento, embora muitos ainda não tenham cura, mas um acompanhamento especializado com medicação e psicoterapia pode garantir qualidade de vida a esse indivíduo, aliviar seu sofrimento, fazê-lo sentir-se aceito entre os seus e lhe dar a liberdade que séculos de medo e ignorância ceifaram.
Referências:
FOUCAULT, M. História da loucura. Ed. Perspectiva - SP, 1978.
http://www.ccs.saude.gov.br/vpc/reforma.html
http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/reforma.html
http://www.letraefel.com/2007/01/loucura-na-histria.html
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAANGcAF/olhar-sobre-a-loucura-foucault
sábado, 25 de maio de 2013
DÚVIDAS MAIS FREQUENTES!
Para começar as atividades deste blog, resolvi fazer uma postagem que englobasse uma série de dúvidas e questões comuns que as pessoas tem. As perguntas são baseadas nos questionamentos que eu escuto por aí, de pessoas leigas que não conhecem o trabalho do psicólogo, então o intuito aqui é o esclarecimento.
Este será um dos posts mais interessante desse blog e também
um dos mais úteis, uma vez que estarão reunidas aqui várias perguntas e
respostas ligadas a atuação do psicólogo. Gostaria que vocês também enviassem
suas dúvidas para que sejam acrescentadas aqui, enviem a pergunta/dúvidas para
o e-mail leonardobozzano@hotmail.com e na mensagem não esqueçam de incluir nome
(ou um pseudônimo) e idade.
Qual é o trabalho do Psicólogo?
R: Depende da área onde ele atua, mas o princípio norteador
da atuação de qualquer psicólogo é o seu Código de Ética. Devemos primar pelo
bem estar dos nossos pacientes e das pessoas com quem trabalhando, sempre
respeitando os Direitos Humanos e as convicções particulares de cada indivíduo.
Quais as áreas de atuação da Psicologia?
R: Inúmeras. Psicologia Clínica, Psicologia Organizacional,
Hospitalar, Escolar, Jurídica. Vai depender de onde o profissional estiver
inserido.
Todo psicólogo atende pessoas?
R: Não. Geralmente são os psicólogos clínicos que realizam Psicoterapia, se for esse tipo de
atendimento ao qual você se refere. O Psicólogo Escolar por exemplo orienta os
alunos e elaboras estratégias dentro do contexto escolar para melhorar o
desempenho, auxilia no processo de escolha vocacional, enquanto o Psicólogo
Hospitalar atende pacientes internados nas unidades hospitalares, atuando de
forma a minimizar o sofrimento e a angústia desses. O Psicólogo Organizacional
trabalha com recrutamento e seleção, desenvolve estratégias dentro da empresa
visando a melhoria das relações de trabalho e o desempenho dos funcionários. O
modelo de atendimento clássico que a maioria das pessoas imagina é realizado
mesmo pelo Psicólogo Clínico, num consultório adequado e privado.
Como eu sei que eu preciso procurar ajuda de um Psicólogo?
R: Se você estiver passando por alguma problema contínuo e
não estiver conseguindo superar uma determinada situação, seja sozinho ou com
suporte de amigos/família esse é um bom indicativos. Estados duradouros de angústia,
medo, insegurança, solidão também. A nossa mente sempre busca alternativas para
escapar de estados que nos cause sofrimento, mas quando isso se torna
persistente e começa a afetar seu dia a dia, dificulta a realização de
atividades cotidianas como ir a escola, trabalhar, se relacionar com as
pessoas, então é um bom indicativo para buscar ajuda.
Posso ir ao Psicólogo sem ter nenhum problema aparente?
R: Sim, não há contraindicação para psicoterapia. Ela pode
tanto ajudar uma pessoa com transtornos psicológicos, quanto auxiliar no
autoconhecimento e no desenvolvimento de capacidades interpessoais.
Estou sentindo coisas estranhas, procurei na internet de
acordo com meus sintomas e acho que tenho um transtorno psicológico grave. O
que devo fazer?
R: Primeiro tenha calma. Entenda, não é porque você
conseguiu comparar o que você sente com descrições de transtorno que você terá
um. Para caracterizar um transtorno a pessoa deve ter vários sintomas que
preenchem critérios diagnósticos. Além disso, deve ser avaliada por um profissional
Psicólogo ou Psiquiatra que poderá esclarecer esse diagnóstico. Então nada de
ficar procurando doenças na net!
Quais os tipos de problemas que o Psicólogo trata?
R: Além dos Transtornos Psiquiátricos, o psicólogo clínico pode
trabalhar inúmeras questões, desde gagueira até ejaculação precoce. Mas
lembre-se que antes de tudo o psicólogo avalia a gênese do problema,
investigando tudo para determinar se a causa de um problema é mesmo
psicológica. Se o paciente já vem do médico dizendo que "meus exames não
deram nada" aí começa nosso trabalho. Não vamos psicologizar tudo, existem
patologias de causa orgânica e de causa psíquica.
O nome do blog está escrito errado.
R: Não, não está. É um trocadilho proposital.
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