quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PSICONEWS- VITAMINA C NO COMBATE À DEPRESSÃO

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem estudado a relação do ácido ascórbico, vitamina C, com o modelo de depressão, há pelo menos 10 anos. 

Experimentos demonstraram que o uso da vitamina C em associação a três antidepressivos comuns no mercado potencializou o efeito dos medicamentos em camundongos com sintomas de depressão. Esses aintidepressivos são: fluoxetina, imipramina e bupropiona.


“Os antidepressivos têm muitos efeitos adversos, que são inclusive motivo de abandono do tratamento. Se conseguirmos baixar as doses ao associá-los com um agente sem efeitos colaterais, esta seria talvez uma estratégia terapêutica muito promissora no tratamento da depressão”, relata a pesquisadora Ana Lúcia Severo Rodrigues.

Os estudos provaram que, mesmo quando os antidepressivos são administrados em doses menores do que as que seriam consideradas efetivas, a associação do ácido ascórbico ajuda a reduzir os sintomas de depressão significativamente.

Os pesquisadores afirmam que apesar do progresso do estudo, ainda é preciso fazer testes em seres humanos, e há aí um longo trajeto científico e ético a ser traçado. 

O estudo é importante pois abre as portas para uma nova forma de tratamento da depressão, que afeta bilhões de pessoas no mundo hoje.


Fontes:

http://boasnoticias.pt/vitamina-c-pode-aliviar-sintomas-de-depressao/

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/09/cientistas-estudam-possivel-acao-da-vitamina-c-na-terapia-de-depressao.html

PODCAST 10 MINUTOS DE PSICOLOGIA- #2 QUERIA SABER MAIS

Olá, estamos de volta com mais um podcast 10 Minutos de Psicologia, hoje respondendo perguntas dos ouvintes e dos leitores. Enviem suas perguntas para: psicologia10minutos@hotmail.com


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

10 MINUTOS DE PSICOLOGIA! #1 VAMOS FALAR SOBRE PSICOLOGIA

Olá, hoje é o dia de começar uma nova jornada através do conhecimento. Estou lançando esse novo projeto, o podcast 10 Minutos de Psicologia, onde o objetivo é fala de forma breve de temas pertinentes não apena a Psicologia, mas ao comportamento social, dúvidas de leitores e pacientes, e muito mais! Quanto mais interação de vocês nesse projeto, mais enriquecedor para todos nós, por isso convido vocês a participarem! Vocês podem ouvir pelo site apertando o "play" laranja, ou podem baixar para ouvir em qualquer lugar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

QUAL É SEU MAIOR MEDO?

O medo é uma reação natural e evolutiva do organismo com o objetivo de protegê-lo de algo ameaçador. Entretanto, muitas vezes o ser humano acaba refém do próprio medo. Os animais sentem medo mas o processam de forma instintiva, diferente de nós que temos consciência do medo e criamos medos que não existem. E o propósito desse texto é justamente isso, falar desses medos interiores.

Segundo o dicionário:

MEDO

substantivo masculino
1.
psic estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência.
"m. ao se sentir ameaçado"
2.
temor, ansiedade irracional ou fundamentada; receio.
"m. de tomar injeções"


Existe um mecanismo bem conhecido nos animais: a reação de luta ou fuga. É uma herança genética que permitiu que os animais se adaptassem as situações de perigo e foi repassado até nós. Não temos hoje, nós humanos que nos preocuparmos com animais selvagens enquanto dormimos ou com movimentos suspeitos nos arbustos. A centenas de anos atrás era bem diferente. Todavia hoje nos preocupamos se nosso chefe vai nos demitir, se aquele cara estranho no ponto do ônibus vai nos assaltar, se o avião que passa por uma turbulência vai cair. Essas situações podem desencadear em nós o mesmo mecanismo de luta ou fuga, mas que com o tempo pode se transformar num problema: o transtorno de ansiedade generalizada. Para saber mais sobre ansiedade, clique aqui.

O homem, com sua capacidade mental de pensar sobre as coisas, também incorre em fantasiar demasiadamente, pensando em eventos que não aconteceram, podendo assim gerar medo e expectativas em coisas que não existem. Chamamos isto de fantasiar. 

Quando o rapaz está na festa, ele é tímido e quer iniciar uma paquera, suas mãos começam a transpirar frio, seu coração acelera, a boca fica seca, ele sente o estômago se revirar. Uma reação de ansiedade está se desenrolando em seu corpo. Mas ele não sabe disso, não sabe que o medo que ele alimentou em seus pensamentos, "o que ela vai dizer", "será que vou levar um não", "e se ela me ignorar", desencadeou uma reação ansiosa. 

Medo de falhar, é um dos mais comuns fatores que levam a uma reação ansiosa. Mais existem muitos outros medos. A mulher que mora sozinha, por exemplo, pode ter medo de ser estuprada, de invadirem a sua casa e lhe fazerem mal. Inexplicavelmente ela começa a sentir o coração acelerar, falta de ar, tremores nos membros, uma sensação de pânico. Ela sente isso em casa, no trabalho, com a família. Até ela buscar atendimento psicológico, não ficará claro para essa moça que o que ela vivencia é uma reação ansiosa a suas fantasias, pensamentos que despertam seus temores mais profundos.


A reação de ansiedade é sempre acompanhada de expectativas de coisas que não aconteceram, e anda de mãos dadas com o que chamamos em psicologia de pensamentos catastróficos, ou seja, aquilo vai dar errado, vai acontecer algo ruim, não vou conseguir, não vai dar. Esse fluxo de pensamentos negativos antecipando algo vai levar a uma reação de luta ou fuga, uma reação ansiosa, onde não há um motivo real para lutar ou fugir, mas é assim que o cérebro dela interpreta a informação. É como se a pessoa criasse uma programação equivocada no cérebro. 


Se eu ando numa rua perigosa e sei disso, posso ter medo para me proteger, mesmo que o ladrão nunca apareça eu vou estar em estado de alerta como forma de me prevenir de qualquer coisa. Mas se começo a imaginar centenas de situações ruins, estou alimentando minha mente com muita informação desnecessária de eventos improváveis, estou permitindo que essas reações desagradáveis ocorram no meu corpo. 

A melhor forma de evitar isso é conversar sobre seus medos, percebe-los e assumi-los, buscando evitar passar uma imagem de pessoa inabalável, que não tem medo de nada, que nada lhe afeta. Somos humanos e somos passíveis de sermos afetados por qualquer coisa. Ter determinado medo não é demérito ou fraqueza. Quando conhecemos melhor esse medo temos a chance de poder encará-lo e enfrentá-lo. Caso não consiga sozinho, então é hora de buscar um psicólogo para te ajudar nesse processo.


Referências:
http://www.uel.br/grupo-estudo/analisedocomportamento/pages/arquivos/ANSIEDADE_PANICO.pdf

http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=30151





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Entrevista Rádio Universitária UFC

Olá a todos! Mais uma vez um feliz 2017 para todos que acompanham meu blog! Começando o ano com novos projetos, primeiramente segue a entrevista que concedi a rádio universitária da UFC. Para ouvir basta clicar no botão play laranja aí embaixo.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

FELIZ 2017, VEM NOVIDADE AÍ NO BLOG?

Eu gostaria de agradecer do fundo do meu coração a todos os leitores do blog, que acompanham meu trabalho e desejar que 2017 seja um ano enriquecedor e que possamos superar os desafios e as adversidades. Entretanto, gostaria de aproveitar o momento para deixar algumas considerações. Primeiro é reforçar a ideia desse espaço. Criei esse blog para falar sobre psicologia, comportamento e assuntos afins para pessoas leigas no assunto, usando uma linguagem acessível e buscando descomplicar, embora sempre amparado em dados científicos. 

Gostaria de poder manter uma frequência de postagem dos artigos, mas não só o trabalho como minhas obrigações diárias acabam se tornando um desafio para que eu mantenha uma rotina dessas postagens. Em alguns momentos eu consegui manter essa rotina, em outros não. Quando vou escrever sobre algo gosto de acrescentar informações pertinentes, então leva algum tempo para preparar o texto. Mesmo que possa demorar algum tempo, estarei sempre lançando matérias novas aqui, e sempre procurando essa periodicidade.

Estou planejando algumas coisas novas, estou com uma ideia interessante que ainda não saiu do papel pelo mesmo motivo da demora das minhas postagens: tempo. Quero criar algo para aumentar minha interatividade com vocês e estou estudando algumas possibilidades e vendo qual a melhor forma de operacionalizar. Quem sabe em 2017 essa novidade não saia do papel?

De qualquer modo, mais uma vez agradeço a visita e o apoio que vocês vem me dando ao acessar meu blog, e espero que 2017 nos traga muitas conquistas!


Até breve

Leonardo Martins

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O QUE É O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE?

Hoje falaremos de um transtorno que ocorre em uma certa parcela da população e que muitas pessoas nem sabem que tem, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).

De acordo com o DSM V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5a Ed), o TPB é: 

"Um padrão difuso de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem, e dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos..."


Traduzindo, a pessoa com TPB seria alguém com dificuldade em estabelecer relações interpessoais por conta de uma comportamento que vai mudar muito de acordo com a situação. Essa instabilidade se estende a como a pessoa se percebe, assim como seus próprios sentimentos e a pessoa também faz muitas coisas sem pensar. Parece estranha essa definição, mas vou tentar explicar mais do comportamento da pessoa com TPB.

Esse tipo de paciente possui uma carência afetiva inesgotável, sempre demandando muita atenção de todos ao redor; quando essa atenção é correspondi
da a pessoa se sente ótima, realizada, mas quando se sente rejeitada a frustração assume grandes proporções, fazendo com que a pessoa tenha reações muitas vezes desproporcionais e agressivas. Isso se dá por essa instabilidade em relação as emoções e os afetos, citada no começo do artigo. Existe um medo imenso do abandono, seja real ou imaginário (grande parte das vezes é imaginário, e faz com que a pessoa tenha reações negativas frente a situações comuns).

Outra característica é que o paciente com TPB sente um vazio existencial tremendo, aliado a necessidade de atenção gera relações (namoros, casamentos e outras). Os relacionamentos com as pessoas são sempre complicados devido a essa demanda de atenção. Isso leva a pessoa com TPB a manipular as pessoas ao redor para obter o que deseja, na maioria das vezes sem perceber o próprio comportamento manipulativo. Quando confrontado com a verdade, tende a se vitimizar, negar ou criar justificativas vazias como forma de se proteger. 

Se estima que cerca de 6% da população seja portadora desse transtorno, grande parte não diagnosticada. Geralmente é um transtorno que se desenvolve no início da vida adulta, mas pode ocorrer na adolescência, é cinco vezes mais comum em pessoas com parentes próximos com algum tipo de transtorno e cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com TPB são mulheres. 

É DIFÍCIL DIAGNOSTICAR ESSE TRANSTORNO?

Depende. É preciso que o profissional conheça bem os critérios diagnósticos e tenha experiência em atendimento clínico. Isso ocorre por ser um transtorno de personalidade, onde o paciente mantém um comportamento manipulativo, por isso nem sempre a primeira vista é possível perceber. Geralmente se percebem outros problemas, outros transtornos ou comorbidade, como chamamos em psiquiatria. Então, por exemplo, é mais fácil perceber uma depressão, ou um transtorno de ansiedade, quando na realidade é um paciente com TPB com depressão ou com transtorno de ansiedade. Sim, é bem comum essa "mistura" de diagnósticos. 


O paciente chega no consultório com a queixa de depressão, ansiedade ou qualquer outra coisa, ele simplesmente não consegue perceber que existe algo mais, algo além em seu comportamento que é estranho. Com um olhar apurado, um bom profissional pode perceber o padrão e os comportamentos que se encaixam nos critérios para TPB.


OUTRAS CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES.

Além do mencionado, outros pontos importante precisam ser destacados. Um deles são as tentativas de suicídio. Cerca de 13% das tentativas de suicídio são feitas pessoas com algum transtorno de personalidade, dentro deles o TPB. 

Alguns pacientes também tem um comportamento de automutilação, que não necessariamente é uma tentativa de suicídio. Na maioria das vezes é uma forma de suportar a dor emocional que sentem, usando a dor física como uma "distração" para esse sentimento negativo tão avassalador. 

Outro ponto importante é que muitos pacientes com TPB não consegue dar seguimento as suas carreiras acadêmicas, ao trabalho, mais por uma questão de autosabotagem e do padrão instável de relacionamento com os outros. A instabilidade emocional gera muitas brigas, explosões de raiva, e até mesmo agressões físicas. 

Muitos pacientes com TPB tem um padrão de impulsividade relacionado a sexo, ou seja, são compulsivos por sexo, por compras, abuso de drogas ou compulsão alimentar. Esses pacientes não conseguem lidar com a impulsividade e acabam prejudicando-se muito por não saber lidar com isso. Daí outro fator que pode mascarar o Transtorno de Personalidade Borderline, quando as pessoas só conseguem perceber as compulsões por ser algo mais evidente e podem, equivocadamente, acreditarem que o problema daquele indivíduo seja a dependência química/sexo/gastos compulsivos.

QUAL É O TRATAMENTO E O PROGNÓSTICO?

Diante do que foi relatado acima fica fácil entender porque esse quadro é tão complicado e tão difícil de interpretar. Então qual é o tratamento? Infelizmente não existe uma medicação para nenhum transtorno de personalidade, tratamos os sintomas com a medicação. Então se o paciente relata muita tristeza utilizamos antidepressivos, se o comportamento impulsivo é muito intenso administramos uma medicação que atenua essa impulsividade e assim seguimos. Ao mesmo tempo é importante um acompanhamento com o psicólogo para a realização de psicoterapia, pois esse procedimento que vai ajudar o paciente a compreender e lidar de forma mais positiva com seus sintomas. 


Pacientes não tratados tem uma tendência muita grande a autodestruição, não somente da vida pessoal, laboral, mas da vida em si, com grande possibilidade de concretizar o suicídio ou se envolver em situações de risco devido ao comportamento impulsivo. Assim, quanto mais cedo e mais bem feito o diagnóstico e o tratamento, melhor.

Tentei sintetizar aqui o máximo de informação possível acerca desse transtorno. Evitem o autodiagnóstico, procurem um profissional. Qualquer dúvida entrem em contato. Até!


Referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

http://www.psicologiasdobrasil.com.br/entenda-como-lidar-com-uma-pessoa-que-tem-o-transtorno-borderline/

http://www.psiconlinews.com/2015/03/transtorno-de-personalidade-borderline.html