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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Entendendo o TOC- Transtorno Obsessivo-Compulsivo


No nosso texto de hoje iremos tentar explicar de maneira mais simples o que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo- TOC, e como ele se manifesta. Como o próprio nome indica, é uma psicopatologia em que o sujeito apresenta obsessões e compulsões que se repetem, causam sofrimento e dificultam a realização de atividades da vida cotidiana. Muitos desses sintomas são confundidos / reconhecidos por pessoas leigas como "manias", mas muito incomuns e irracionais. Talvez você já tenha ouvido falar sobre TOC ou visto alguma reportagem na televisão, então você deve estar imaginando algumas dessas "manias" como lavar as mãos, manter tudo sempre limpo, organização excessiva, etc. Isso tudo é TOC? Depende.


Ballone nos apresenta uma definição clara do que são obsessões e compulsões:

Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, enfim, são atitudes mentais que invadem a consciência de forma involuntária, repetitiva, persistente e normalmente absurdas. Essas idéias obsessivas são ou não seguidas de rituais destinados a neutralizá-los, as compulsões. Os pesamentos obsessivos são experimentados como intrusivos, inapropriados ou estranhos pelo próprio paciente, o que acaba causando mais ansiedade e desconforto emocional. A pessoa tenta resistir a esses pensamentos, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, mas sempre, o próprio paciente reconhece tudo isso como produto de sua mente e não como se fossem originados de fora (como ocorre na esquizofrenia). 

Compulsões são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações, fechar portas 4 vezes), ou atos mentais (rezar,contar, repetir palavras ou frases) que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou em virtude de regras (auto impostas) que devem ser seguidas rigidamente. Os comportamentos ou atitudes mentais compulsivas são destinadas a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, ou prevenir alguma situação ou evento temidos. Como dissemos, o próprio paciente percebe que essas atitudes não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou que são claramente excessivas, mas essa crítica não é suficiente para inibir a compulsão.

Então, simplificando em vias gerais, o TOC são pensamentos que a pessoa não tem controle e se repetem em sua mente, vindo insistentemente e causando angústia, enquanto que as compulsões são atos em que a pessoa repete comportamentos, mentalmente ou fisicamente, para aliviar os pensamentos obsessivos. 


Os pensamentos obsessivos são em sua maioria irracionais e sem lógica compatível com a realidade, então um exemplo disso é uma pessoa cujo pensamento diz para ela rezar cinco vezes sempre que ver alguém com uma camisa azul senão alguém da sua família vai morrer. Conheci uma pessoa com TOC que ela tinha que rezar sempre que ia ao banheiro. Existem uma infinidade de exemplos de sintomas do TOC, mas quais são os tipos mais comuns? É o que veremos a seguir.

Tipos de Obsessões e Compulsões:
(Lembrando que a obsessão é o pensamento e compulsão é o ato)




-Preocupação/Medo de Contaminação: medo de se contaminar com germes, bactérias, doenças, o que leva a pessoa a limpar tudo excessivamente, evitar tocar nas coisas que ela considera sujas/contaminadas, proteção exagerada como usar luvas e máscara o tempo todo ou boa parte do tempo, evitar tocar em outras pessoas ou objetos.


-Pensamentos repetitivos de dúvidas e de perfeição extrema: leva a pessoa a verificar as coisas detalhadamente, várias vezes seguidas, dificulta que a pessoa termine qualquer coisa que tenha para fazer, porque mesmo terminada a tarefa ela confere minunciosamente tudo várias vezes.

-Preocupação com simetria, exatidão, ordem ou alinhamento: também muito comum, a pessoa
organiza tudo ao seu redor com extrema rigidez, qualquer coisa desalinhada (um par de chinelos tortos, quadros tortos, sequencias desiguais) levam a pessoa a ficar extremamente incomodada e um desejo incontrolável de organizar tudo.






-Pensamentos ou impulsos de machucar, ferir ou agredir: Esse é pouco conhecido, mas faz parte dos sintomas do TOC. Diz respeito a fugir de objetos que possam machucar os outros, como facas, armas, desculpar-se excessivamente com os outros mesmo que nada tenha ocorrido.

-Pensamentos ruins, indesejáveis ou negativos sobre sexo: evita manifestações de carinho e afeto, retraimento social excessivo por medo de perder o controle, orações exageradas, evita relacionamentos e atividade sexual ou as faz mas com um sentimento grande de culpa.

-Preocupação em guardar, poupar, armazenas objetos sem necessidade: Esse ganhou até um Acumuladores, pois é isso que as pessoas que não se tratam se tornam. Passam a guardar coisas inúteis, não conseguem jogar objetos fora, descartar lixo, o que leva a entupir o espaço onde vive de tranqueiras. Lembro de mais de um caso onde as pessoas morreram soterradas no próprio lixo que acumularam. Clique aqui para ler a reportagem.




-Preocupação com doenças ou com o corpo: medo de ficar doente, consultas frequentes ao médico, mesmo sabendo que não está doente não confia no diagnóstico médico nem em exames.


-Preocupação números, cores, datas, horários: tendem a ter atitudes bizarras, não usam determinada cor (Roberto Carlos, é você?), acham que as cor podem influenciar a realidade, evitam ou se apegam a determinados números e datas, evitam ou se apegam a determinados horários.


-Pensamentos sobre culpa, pecado, blasfêmias, honestidade/desonestidade: Compulsões para rezar, repetir palavras, frases, tentar afastar pensamentos indesejáveis e negativos.



Como podemos ver existe uma ampla gama de sintomas do TOC, em geral o portador apresente algum tipo dos descritos acima ou uma pequena variação de um ou dois tipos. Alguns pacientes podem ainda apresentar sintomas pontuais de um dos transtornos sem caracterizar o TOC em si, o que chamamos de espectro do TOC, ou seja, ele possui um sintoma que faz parte de alguma compulsão ou obsessão, mas não o bastante para fechar o diagnóstico de TOC.

Não se sabe o que causa o TOC, embora alguns fatores neurobiológicos (incluindo os genéticos), fatores de natureza psicológica e fatores ambientais atuam na origem, agravamento e manutenção dos sintomas do TOC. Sabe-se que os portadores de TOC têm várias características biológicas distintas, que produzem um funcionamento cerebral também distinto. São pessoas mais suscetíveis aos medos, experimentam excesso de responsabilidade, interpretam riscos de forma exagerada e lidam com suas angústias e temores tentando neutralizá-los através de realizações de rituais ou evitações.


O TOC deve ser diagnosticado por um profissional Psiquiatra ou Psicólogo, e seu tratamento deve ser iniciado o mais breve possível. O tratamento desse transtorno é feito com antidepressivos, e é indispensável o uso de remédios, uma vez que os pensamentos obsessivos não podem ser evitados apenas com aconselhamento e terapia. É um transtorno extremamente desagradável, não há uma cura definitiva, mas há tratamento e alívio dos sintomas.



Referências: 

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=80

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=81

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Medos Excessivos: Pânico ou Fobia?

É comum muitos pacientes relatarem o medo como um sintoma primordial que vivenciam quando algo vai errado em sua psiquê, de modo que vem sempre acompanhado de outras manifestações físicas ou psíquicas. Vamos procurar delinear a diferença entre pânico e fobia.

Fobia é uma palavra que vem do grego e significa "medo".  Já pânico é uma sensação intensa de medo e ansiedade. Para ficar claro e de forma didática vamos falar primeiro da fobia.

FOBIA

Do ponto de vista clínico, a Psicologia e a Psiquiatria definem fobia como um espectro de sintomas específicos que se manifestam em situações diferentes. A Fobia seria um medo irracional e muito intenso de alguma coisa ou alguma situação específica. O DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4a Edição) divide as fobias simples em cinco tipos:

Animais (aranhas, cobras, sapos, etc.);
Aspectos do ambiente natural (trovoadas, terremotos, etc.);
Sangue injeções ou feridas;
Situações (alturas, andar de avião, andar de elevador, etc.);
Outros tipos (medo de vomitar, contrair uma doença, etc.).

Então quando o indivíduo está exposto a uma dessas situações ele experiencia uma sensação de ansiedade muito intensa, medo irracional e a ação mais comum é evitar a situação, num movimento de fuga. A Fobia social é um tipo bastante comum de Fobia onde o sujeito desenvolve um medo sempre que está ou que se imagina em alguma situação social, que podem ser festas e reuniões ou até mesmo trabalho e escola. Atendia uma garota de 15 anos diagnosticada com Fobia Social que deixou de ir a escola, quase não saía de casa e basicamente vivia no próprio quarto. A intervenção nesse caso era difícil porque a paciente tinha um medo intenso de sair na rua e encontrar com pessoas. 

Fobias de animais são bem comuns também, podem algumas vezes estar associadas a traumas de infância (medo de cachorro, por exemplo porque foi atacada por um cão quando criança), ou um medo sem explicação aparente, como Fobia de sapos. Mesmo o paciente sabendo que o sapo não é um animal perigoso, mas ver um sapo lhe causa uma angústia indescritível. Esse tipo de fobia atua de forma tão inconsciente que mesmo se o sapo em questão for de plástico, de barrro, a pessoa ainda se sente desconfortável.  

Muitas vezes as fobias podem estar relacionadas com situações traumáticas da infância, que foram esquecidas (recalcadas como diz Freud, pai da Psicanálise), e voltam na forma do sintoma fóbico porque não foram elaboradas de forma adequada pela psiquê do sujeito. Em outros casos são uma série de associações ligadas a experiência individual da pessoa que acaba desenvolvendo a Fobia sem uma causa aparente. O caso é que a fobia vem sempre acompanhada do medo intenso, sensações físicas de taquicardia, falta de ar, tonturas, etc.


PÂNICO

O pânico é um sintoma de alguma psicopatologia. É descrito como uma sensação intensa de ansiedade e medo, acompanhado de uma série de sintomas físicos (taquicardia, falta de ar, náusea ou dor de estômago, dor abdominal ou diarreia, tontura, tremores nos membros), e uma vontade forte de ir para um local que considere seguro, além de pensamentos negativos que se repetem como se previssem algo catastrófico.  Nosso cérebro possui um sistema de defesa ancestral que nos permitia sobreviver ao encontro com predadores; desta forma, sempre que se sentir ameaçado o cérebro da pessoa envia uma série de comandos para o corpo para prepará-lo para fugir ou lutar, através de uma descarga de adrenalina e outras substâncias. No pânico esse mecanismo é ativado constantemente, sem que haja um perigo real.

Diversos transtornos tem o pânico como sintoma, como por exemplo o Transtorno de Ansiedade, Transtorno do Pânico, Fobias e Depressão. Dessa forma, é preciso uma avaliação com um especialista para determinar o diagnóstico e o curso do tratamento. 

No geral, tanto os quadros de Fobia quanto os que têm o pânico como sintoma, são utilizados medicamentos ansiolíticos (reduzem a ansiedade e o mal estar) e antidepressivos, mas é preciso que o paciente também faça psicoterapia com um psicólogo para aprender a lidar com suas Fobia/pânico, de modo a compreender melhor a si mesmo nessas situações.






Referências:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/06/especialistas-explicam-sintomas-e-tratamento-da-sindrome-do-panico.html

http://www.appi.org/Pages/DSM.aspx

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=75

Kaplan, Wilfred. Manual de Psiquiatria Clínica. 2aEd.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Psicoterapia e Medicalização do Sujeito

Muito se discute sobre a necessidade do uso de medicação psicoativa e da eficácia da psicoterapia. Nesse breve artigo tentarei falar de ambas, sua importância e a necessidade de cada uma. 

Vivemos num futuro onde a maioria das doenças são curáveis através de vacinas, de máquinas especiais ou de remédios. Medicamentos são drogas que agem no corpo, alterando a bioquímica das células de modo a alcançar um efeito específico. Numa definição mais específica, medicamento é:

"Toda a substância ou associação de substâncias apresentada como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças em seres humanos ou dos seus sintomas ou que possa ser utilizada ou administrada no ser humano com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou, exercendo uma ação farmacológica, imunológica ou metabólica, a restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas"

Em medicina é um recurso bastante utilizado para tratar inúmeras moléstias, mas quando chegamos no campo da saúde mental esbarramos em vários pré-conceitos, estigmas e inverdades e práticas desnecessárias que muitas vezes dificultam a adesão do tratamento e trazem descredibilidade ao tratamento Psicológico e Psiquiátrico. Acontece que as drogas psicoativas (ou substância psicotrópica, é uma substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência) evoluíram muito ao longo dos anos, embora muitas vezes sejam utilizadas de forma indevida. 

Acontece que quando é feito o diagnóstico Psicológico/Psiquiárico, muitas vezes se faz necessário o uso de medicamentos específicos para ajudar no tratamento; drogas que vão aliviar o mal estar, reduzir a ansiedade, o medo, aliviar a sensação de tristeza e pânico, reduzir a insônia, eliminar as alucinações e os pensamentos delirantes e o comportamento maníaco. Os medicamentos psicoativos servem para uma infinidade de quadros sintomatológicos e tem sua eficácia comprovada através de estudos médicos, neurológicos e neuropsicológicos. 

Entretanto, por conta da falta de preparo, humanização ou boa vontade do profissional o paciente nem sempre é informado do seu diagnóstico e na grande maioria das vezes também não é orientado acerca da medicação que está fazendo uso. Toma os "remédios pra cabeça"(ou para os nervos) sem saber para que servem, seus efeitos, etc. Dependendo do paciente isso pode até ser irrelevante, mas mesmo um paciente que não responde pelos atos da vida civil, como um paciente com algum grau de retardo mental, esquizofrenia ou psicose, a família deveria ser informada sobre tudo, afinal faz parte do tratamento.

Pela minha experiência cotidiana existe uma prática entre muitos profissionais da psiquiatria que é a de apenas medicar o paciente, muitas vezes sem ouvi-lo realmente, sem conhecer sua queixa real, sua necessidade, pondo toda responsabilidade da cura no medicamento. Uma vez que o sujeito é colocado em segundo plano, a melhora ou a "cura" dessa pessoa acaba tomando um rumo incerto, uma vez que essa medicação psicoativa atua nos sintomas dos transtornos psicológicos e não na causa, assim sendo apenas aliviam e mascaram o problema.


QUAL O PAPEL DA PSICOTERAPIA?

Aliado ao diagnóstico e a medicação existe a psicoterapia. Sua definição é:




"Um tipo de terapia, cuja finalidade é tratar os problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento, entre outros problemas de saúde mental. É um processo dialético efetuado entre um profissional, o psicoterapeuta - que pode ser psicólogo ou psiquiatra - , e o cliente ou paciente".


Os objetivos da psicoterapia são:

-Restabelecer o funcionamento psíquico do paciente para que volte ao estado de equilíbrio;
-Permitir que o paciente compreenda o que acontece com ele a nível psicológico, emocional e comportamental para que possa encontrar recursos psíquicos para lidar com suas dificuldades, problemas, etc;
-Desenvolver meios de agir no mundo, estratégias, redefinindo suas atitudes, pensamento e modo de encarar a vida;
-Solucionar problemas pontuais, que o afligem (como a perda de um ente querido, por exemplo), bem como, tratar de questões de cunho mais existencial.

Você deve estar se perguntando se para tratar tudo isso é necessário medicação e a resposta é: não. Muitos problemas que chegam aos consultórios de Psicologia/Psiquiatria poderiam ser trabalhados apenas com psicoterapia, sem necessidade de medicação, embora muitos psiquiatras acreditem que o seu maior poder esteja na prescrição dessas drogas e muitos pacientes julguem que somente essas drogas vão tirá-los de seu problema. Esse é um erro tão comum, mas tão gritante que deveria ser esclarecido ao pacientes pelos bons profissionais que trabalham na área. Um bom diagnóstico vai delimitar a real necessidade ou não da medicação.

Deixo claro aqui que algumas condições clínicas são crônicas e o uso da medicação é imprescindível, até mesmo pelo resto da vida como nas esquizofrenias, psicoses, transtorno obsessivo compulsivo, transtornos de personalidade (borderline, por exemplo). Nesses casos é fundamental o uso contínuo da medicação que melhor se adequar ao paciente, mas também se faz necessário a psicoterapia para ajudar o paciente a lidar com seus sintomas, com sua angústia e aprender melhor sobre seu transtorno de modo que possa ter uma qualidade de vida.


A farmacologia e a psicoterapia não devem ser inimigas, mas aliadas. Minha crítica gira em torno a penas do uso desnecessário de medicamentos em situações que o paciente pode lidar com a ajuda da psicoterapia, sendo que muitas vezes é encorajado por médicos (clínicos ou psiquiatras) a usar determinada medicação como forma de alívio imediato dos sintomas. O problema é que o sintoma aliviado não some, muitas vezes ele muda de lugar e cresce como um monstro que começa a devorar o sujeito por dentro. Sem um trabalho terapêutico de pouco adianta a medicação, ela irá só amenizar os sintomas físicos, mas não dará autonomia para o paciente para compreender suas dificuldades reais e lidar com ela. Outra questão é que a medicalização desnecessária possa criar pessoas dependentes de certas classe de remédios, os famosos tarja preta. Já atendi pessoas dependentes de diazepam, por exemplo, que usavam a droga há 30 anos sem necessidade alguma.

Desta forma, sempre questione seu médico sobre a real necessidade do medicamento, sobre seus efeitos no seu corpo e sobre os benefícios de usá-lo. Para finalizar, lembro de uma vez em que eu estava com muita insônia e fui a um clínico geral, já esperando que ele fosse me medicar com algum sedativo, como é de praxe. Depois de duas horas de consulta (isso mesmo, duas horas, enquanto que muitos médicos passam dez minutos para examinar um paciente), o simpático doutor cuja filha era psicóloga me deu orientações em como lidar com meu estresse e não me passou NENHUM remédio. Pela primeira vez na vida saí de um consultório médico sem receita. Quem dera existissem mais profissionais médicos assim, com um olhar mais humano e menos biológico/farmacológico.




Referências:

Vida Celeiro - Revista de Saúde, Beleza e Bem-estar. N.º16 - Inverno 2012. Pág.26

http://www.dre.pt/pdf1s/2006/08/16700/62976383.pdf

http://www.infoescola.com/psicologia/psicofarmacologia/