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terça-feira, 19 de novembro de 2019

5 ORIENTAÇÕES PARA QUEM TEM ANSIEDADE

Olá a todos, sejam muito bem vindos! No post de hoje eu vou falar um pouco sobre ansiedade e dizer para vocês algumas orientações para que possam aplicar no seu dia-a-dia, de modo não só a reduzir a ansiedade mas como também melhorar sua qualidade de vida.


A ansiedade pode ser caracterizada como uma reação natural do organismo a um evento, seja ele real ou imaginário, no qual a pessoa se sente de algum modo ameaçada. As reações elevadas de ansiedade frente a uma situação que é ameaçadora para aquela pessoa (ex: falar em público, uma prova importante, um encontro com um paquera) acabam desencadeando um processo natural do corpo, a reação de luta ou fuga. Esse mecanismo é uma adaptação evolutiva que ajudou na preservação das espécies: quando um animal se sente ameaçado o cérebro recebe essas informações e manda comandos para o corpo que libera hormônios que fazem o coração bombear mais sangue para os músculos, os sentidos ficam mais aguçados e aquele animal decide se vai fugir ou enfrentar a ameaça. Nos seres humanos, por conta do nosso estilo de vida cansativo, muitas responsabilidade, tensão constante, esse mecanismo acaba disparando em vários momentos. É o famoso "estou nervoso". Você começa a suar frio, pois o sangue está fluindo para os músculos, então as extremidades tendem a ficar mais geladas, o coração acelera, bombeando mais sangue, o ritmo respiratório aumenta para enviar mais oxigênio para o sangue. As pupilas dilatam, uma sensação de medo vem. A intensidade e a manifestação desses sintomas podem variar, mas no geral, são suportáveis, causam um desconforto passageiro. Entretanto, se os sintomas forem muito fortes, já acontecem há algum tempo, atrapalham sua vida pessoa (trabalho, estudo, vida pessoal, familiar) então está na hora de buscar ajuda de um especialista, um psicólogo ou psiquiatra. 


Então como posso evitar que minha ansiedade chegue a esse ponto? Como posso evitar que eu desenvolva um transtorno dessa natureza? Segue abaixo 5 orientações bem simples, mas que podem fazer toda diferença. Elas servem para quem tem apenas reações ansiosas dentro do limite, bem como para pessoas que já estão diagnosticadas com o Transtorno de Ansiedade. 


1-Pratique atividade física: a atividade física regular, seja ela qual for, ajuda a regular os níveis de hormônios no nosso corpo, tanto dos que elevam a ansiedade, quanto dos que reduzem. Ao final dos exercícios o corpo está mais relaxado, cansado e hormônios do prazer são liberados.


2-Evite álcool, fumo e outras drogas: essas substâncias vão afetar os neurotransmissores de algum modo, e substâncias como o cigarro causam dependência química, o que potencializa seu consumo em pessoas que estão mais ansiosas. No caso do álcool, eu diria apenas para evitar os excessos, o que chamamos de uso abusivo (quando a pessoa está bebendo grandes quantidades num curto espaço de tempo). No caso de outras drogas, bem, elas bagunçam totalmente as reações químicas no cérebro entre os neurotransmissores, então é bom evitar todas mesmo. 


3-Resolva seus problemas: quanto mais deixamos as coisas acumulares, pior fica, mais sobrecarregados ficamos. Mas isso vai além de pagar boletos e estudar para as provas da faculdade ou terminar os relatórios do trabalho. Resolver os problemas da vida pessoal é de extrema importância. Quando você está numa situação desagradável mas não resolve, isso cria uma série de consequências psicológicas e emocionais que podem potencializar as reações de ansiedade.


4-Tenha uma rotina regrada: comer adequadamente, dormir adequadamente, são o básico para ter uma boa qualidade de vida. Ter uma rotina ajuda, não apenas a organizar seu dia, como também a reduzir a expectativas e surpresas durante o dia. Se você está devidamente organizado dificilmente você vai esquecer compromissos. Se você tem uma boa noite de sono seu corpo e seu cérebro estarão devidamente descansados. 


5-Respeite seus limites: aprenda a saber a hora de parar e reavaliar uma situação. Excesso de insistência em algumas situações pode gerar conseqüências negativas. Insistir em situações que estão lhe causando prejuízo, da mesma forma. Se algo não está como você gostaria, reavalie, procure recursos para mudança, mas evite permanecer. Um exemplo disso é trabalhar num lugar que você não gosta, que sente que te tratam mal, etc. Com o tempo a sensação ruim em relação aquilo vai aumentando, exponencialmente, até que começa a desencadear reações de ansiedade. Tal qual o exemplo do emprego ruim é estar num relacionamento ruim, seja abusivo ou tóxico. Então respeite seus limites e sempre se questione "isso é o melhor para mim nesse momento?". Permita que essa frase seja seu guia e sempre reflita em torno dela, vai te ajudar a decidir melhor.



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

5 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES PARA QUEM TEM TRANSTORNO BIPOLAR


Hoje gostaria de falar com vocês sobre Transtorno Bipolar. Para quem não leu ainda sobre o que é esse transtorno mental, pode acessar a matéria completa aqui no blog clicando aqui! Meu objetivo hoje aqui é falar um pouco sobre como o paciente, devidamente diagnosticado com esse transtorno, pode ter uma melhor qualidade de vida, através de dicas simples que se seguidas com empenho irão se reverter em ganho para a pessoa. Vamos lá!


quinta-feira, 10 de março de 2016

MEU FILHO NÃO ME OBEDECE, O QUE EU FAÇO?

O título desse post refere uma pergunta constante que me fazem no consultório, algo que perpassa a grande maioria dos pais na atualidade, que não sabem como reagir ou reagem de formas ineficientes com seus filhos que apresentam comportamentos "inapropriados".

A primeira coisa que os pais tem que entender é que a criança é um ser em desenvolvimento que absorve e reproduz os comportamentos ou situações que vivencia. Um exemplo prático é que se você fala palavrão em casa, o pequeno naturalmente vai falar esse palavrão em algum momento, porque a imitação/reprodução faz parte do aprendizado.. Os pais parecem esquecer que uma criança não tem a mesma maturidade emocional e intelectual que um adulto, e por isso deve ser orientada constantemente sobre o que é certo e o que é errado. Daí chegamos no problema do nosso modo de vida moderno onde as funções de educação e orientação, em geral, são transferidos para terceiros: escola, babá, avós. Os pais tem que trabalhar, afinal criar um filho gera muita despesa, e o ritmo de trabalho diminui o tempo de contato com os filhos. Esse distanciamento gera uma série de sentimentos conflitantes na criança, que geralmente exibe o que os analistas do comportamento chamam de variabilidade comportamental, uma expressão de atitudes diferentes. É o que as pessoas definem como criança inquieta, travessa. Na grande maioria das vezes o mau comportamento de uma criança é reflexo de um ambiente no qual algo está faltando para aquela criança, seja educação, limites ou atenção dos pais.


O QUE FAZER QUANDO MEU FILHO NÃO OBEDECE?

Não existe uma cartilha ou conjunto de regras para lidar com isso, porque as situações são as mais variadas possíveis, embora a queixa seja semelhante, a de que seu filho não te respeita e desobedece você. O que vou falar a seguir são algumas orientações, atitudes simples que podem melhorar muito essa relação.


  • Estabeleça mais contato com seu filho, olhe sempre nos olhos dele quando falar algo importante, fale próximo dele, diminua a distância. 
  • Nunca ponha seu filho de castigo sem motivo e sempre deixe claro quando ele fizer algo indevido.
  • Tenha regras na casa. Crianças precisam se acostumar com regras, portante é interessante que elas tenham horário para tomar banho, dormir, estudar, comer.
  • Evite contradizer suas próprias regras. Ser rígido demais não é bom, mas ser liberal demais é igualmente desaconselhável. Procure sempre equilibrar as coisas. Evite abrir exceções para essas regras o tempo todo. Ex: Dormir mais tarde uma vez porque está vendo um filme/jogando vídeo game, mas que isso não se torne rotina. 
  • No caso de irmãos, evite favorecer um, as regras devem valer para todos de forma mais igualitária possível.
  • Passe ensinamentos morais, deixe claro o certo e o errado. Quando mais nova a criança, mais simples deve ser a explicação, conforme eles crescem você pode dar mais detalhes e exemplos.
  • Brinque com seus filhos, converse com eles, abrace, beije. O carinho é um grande alimento para a formação dos pequenos.




Para finalizar, vou citar um caso que atendi uns anos atrás. Era uma mãe jovem que chegou com a filha de 3 anos, muito desesperada porque sua filha estava com tricotilofagia. Nesse transtorno mental a pessoa desenvolve uma compulsão por arrancar seu cabelo e engolir. O cabelo não é digerido pelo suco gástrico no estômago, depois de um tempo existe uma bola de cabelo alojada no estômago da pessoa que deve ser retirada através de cirurgia. É um transtorno que eu só havia visto em adultos. Naquele dia era uma criança de 3 anos que sofria com isso. Depois de entrevistar a mãe e a criança eu percebi o quão tumultuada era a relação delas. Mãe solteira, tinha que trabalhar e cuidar da filha. Brigava com a menina, agredia ela muitas vezes sem motivo, descontando suas frustrações na criança. Durante a terapia tratei mais a mãe do que a filha, orientando, dando suporte que ela não tinha da família, todos a culpavam pelo fracasso de ser mãe solteira. Depois de um tempo, ela parou de descontar na filha aquela raiva do mundo, de ter sido abandonada pelo companheiro, de não ter um bom emprego e de ser criticada pela família, Passou a brincar mais com a filha, a conversar mais com ela, a passear e a dar afeto. Naturalmente, a menina não mais arrancou os cabelos e cessou o comportamento nocivo. Neste caso específico não foi necessária nenhum tipo de medicação, apenas terapia. A mãe me agradeceu muito ao final do tratamento e não mais retornou para atendimento psicológico comigo.