O objetivo desse texto é falar um pouco de um dos limites do atendimento psicológico, começando por uma dúvida constante da maioria das pessoas que acabam tendo algum laço de amizade ou parentesco com um profissional psicólogo e o porque do psicólogo não poder realizar atendimentos com essas pessoas.
Olá, eu me chamo Leonardo e sou Psicólogo registrado pelo Conselho Regional de Psicologia, CRP da 11a região sob o número 05089. O objetivo desse blog é esclarecer as pessoas sobre questões ligadas a Psicologia usando uma linguagem simples, acessível e incentivar reflexões acerca da natureza humana, da sociedade e de problemas do cotidiano.
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terça-feira, 14 de abril de 2015
Limites do Atendimento em Psicologia: Psicólogo Não Atende Amigos e Parentes?
O objetivo desse texto é falar um pouco de um dos limites do atendimento psicológico, começando por uma dúvida constante da maioria das pessoas que acabam tendo algum laço de amizade ou parentesco com um profissional psicólogo e o porque do psicólogo não poder realizar atendimentos com essas pessoas.
domingo, 26 de maio de 2013
Hiperatividade: Não confunda com falta de limites!
Olá amigos, gostaria de falar um pouco para vocês sobre o
TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um dos diagnósticos
mais erroneamente atribuídos a crianças "problema". Tenho tido a
oportunidade de observar que chegam muitas crianças na clínica, a maioria
encaminhada pela escola, já com o rótulo de hiperativa, tanto dado pela mãe
quanto pelas professoras. Mas se a criança não obedece, tem um comportamento
bastante ativo, agressivo e inconsequente, como pode isto não ser
hiperatividade?
É o que muitas mães e educadores pensam, mas tenhamos em
mente que o diagnóstico de TDAH é muitas vezes complexo, requerendo
interconsultas e avaliações com vários profissionais pois nem sempre o
Psicólogo sozinho é capaz de dar um diagnóstico preciso, sendo em alguns casos
a intervenção médica necessária para fazer exames complementares.
Grande parte dos casos que avaliei se mostrava não TDAH, mas
outros problemas relacionados a criança e aos pais. Pude constatar que sempre
havia alguma deficiência nas relações familiares; por vezes eram fragmentadas,
pais separados que ficavam jogando a criança um para o outro sem assumi-la por
completo levando a sentimentos de rejeição e dificuldade em estabelecer um
referencial para si; netos criados por avós que não sabiam dar limites a essas
crianças, sendo permissivos e passivos; filhos de pais com histórico de brigas
excessivas ou agressões, alcoolismo; pais ausentes. Todas essas configurações
familiares citadas influenciavam no comportamento da criança de modo que ela
passa a agir em resposta ao que vivencia no núcleo familiar, manifestando
comportamentos indesejáveis na maioria das vezes.
Mas e o tal do TDAH?
Comportamento impulsivo, dificuldade em
terminar alguma atividade, pular de uma atividade para outra num curto espaço
de tempo, dificuldade em atender o que lhe é solicitado, são facilmente
distraídas por qualquer estímulo, são alguns dos comportamentos característicos
de TDAH, mas como foi dito anteriormente é necessária avaliação de um
profissional de modo a confirmar o diagnóstico.
Tem cura esse negócio?
Quando falamos de desordens psicológicas é complicado falar
em cura. Muitas são as causas atribuídas ao TDAH, mas existe um consenso de que
o componente orgânico é preponderante, Ximenes (2008) afirma algumas hipóteses:
Acredita-se que o desequilíbrio neuroquímico nos sistemas neurotransmissores da
noradrenalina e da dopamina levaria ao TDAH por baixa produção dessas
substâncias ou por sua subutilização.
Ou a disfunção do
lobo frontal, responsável pela atenção, controle do impulso, organização e
atividade continua dirigida ao objetivo, ocorreria por uma perturbação dos
processos inibitórios do córtex e por
hipoperfusão do córtex frontal.
Existe uma associação do TDAH com hipóxia perinatal e
neonatal, traumas obstétricos, rubéola intra-uterina, encefalite, entre outros.
Os fatores que interferem no desenvolvimento e curso do
transtorno são o estilo de criação, a personalidade dos pais e fatores
sócio-emocionais. Perdas e separações precoces também são apontadas.
O tratamento é feito com psicofármacos e psicoterapia
infantil, geralmente se estendendo até a adolescência que é quando o paciente
aprende melhor a lidar com sua impulsividade e com a realização de atividades
frente a vários estímulos. Devemos ter em mente também que a participação da
família é fundamental nesse processo para um aproveitamento melhor do
tratamento, para que a família entenda que a criança não é assim porque ela
quer, mas porque sofre de TDAH e não consegue controlar seus impulsos.
Mas e se meu filho não tem TDAH? Isso fica para outro artigo,
onde discutiremos a ausência de limites na criação dos filhos e a falência da
função paterna.
Continuem enviando
suas dúvidas para o e-mail: leonardobozzano@hotmail.com
Fontes:
CID -10 - Classificação dos transtornos mentais e de comportamento da CID 10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas - Organização Mundial de Saúde, trad. Dorgival Caetano, Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
DSM IV- Critérios Diagnósticos do DSM-IV, 4a ed, Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
Vídeo game sendo utilizado para trabalhar crianças com TDAH:
http://agencia.fapesp.br/17888
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