Mostrando postagens com marcador limites. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador limites. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de abril de 2015

Limites do Atendimento em Psicologia: Psicólogo Não Atende Amigos e Parentes?


O objetivo desse texto é falar um pouco de um dos limites do atendimento psicológico, começando por uma dúvida constante da maioria das pessoas que acabam tendo algum laço de amizade ou parentesco com um profissional psicólogo e o porque do psicólogo não poder realizar atendimentos com essas pessoas.


domingo, 26 de maio de 2013

Hiperatividade: Não confunda com falta de limites!





Olá amigos, gostaria de falar um pouco para vocês sobre o TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um dos diagnósticos mais erroneamente atribuídos a crianças "problema". Tenho tido a oportunidade de observar que chegam muitas crianças na clínica, a maioria encaminhada pela escola, já com o rótulo de hiperativa, tanto dado pela mãe quanto pelas professoras. Mas se a criança não obedece, tem um comportamento bastante ativo, agressivo e inconsequente, como pode isto não ser hiperatividade?

É o que muitas mães e educadores pensam, mas tenhamos em mente que o diagnóstico de TDAH é muitas vezes complexo, requerendo interconsultas e avaliações com vários profissionais pois nem sempre o Psicólogo sozinho é capaz de dar um diagnóstico preciso, sendo em alguns casos a intervenção médica necessária para fazer exames complementares.

Grande parte dos casos que avaliei se mostrava não TDAH, mas outros problemas relacionados a criança e aos pais. Pude constatar que sempre havia alguma deficiência nas relações familiares; por vezes eram fragmentadas, pais separados que ficavam jogando a criança um para o outro sem assumi-la por completo levando a sentimentos de rejeição e dificuldade em estabelecer um referencial para si; netos criados por avós que não sabiam dar limites a essas crianças, sendo permissivos e passivos; filhos de pais com histórico de brigas excessivas ou agressões, alcoolismo; pais ausentes. Todas essas configurações familiares citadas influenciavam no comportamento da criança de modo que ela passa a agir em resposta ao que vivencia no núcleo familiar, manifestando comportamentos indesejáveis na maioria das vezes.




Mas e o tal do TDAH? 

Comportamento impulsivo, dificuldade em terminar alguma atividade, pular de uma atividade para outra num curto espaço de tempo, dificuldade em atender o que lhe é solicitado, são facilmente distraídas por qualquer estímulo, são alguns dos comportamentos característicos de TDAH, mas como foi dito anteriormente é necessária avaliação de um profissional de modo a confirmar o diagnóstico.  

Tem cura esse negócio?

Quando falamos de desordens psicológicas é complicado falar em cura. Muitas são as causas atribuídas ao TDAH, mas existe um consenso de que o componente orgânico é preponderante, Ximenes (2008) afirma algumas hipóteses: Acredita-se que o desequilíbrio neuroquímico nos sistemas neurotransmissores da noradrenalina e da dopamina levaria ao TDAH por baixa produção dessas substâncias ou por sua subutilização.


Ou a disfunção do lobo frontal, responsável pela atenção, controle do impulso, organização e atividade continua dirigida ao objetivo, ocorreria por uma perturbação dos processos inibitórios do córtex e por  hipoperfusão do córtex frontal.

Existe uma associação do TDAH com hipóxia perinatal e neonatal, traumas obstétricos, rubéola intra-uterina, encefalite, entre outros.

Os fatores que interferem no desenvolvimento e curso do transtorno são o estilo de criação, a personalidade dos pais e fatores sócio-emocionais. Perdas e separações precoces também são apontadas.

O tratamento é feito com psicofármacos e psicoterapia infantil, geralmente se estendendo até a adolescência que é quando o paciente aprende melhor a lidar com sua impulsividade e com a realização de atividades frente a vários estímulos. Devemos ter em mente também que a participação da família é fundamental nesse processo para um aproveitamento melhor do tratamento, para que a família entenda que a criança não é assim porque ela quer, mas porque sofre de TDAH e não consegue controlar seus impulsos.

Mas e se meu filho não tem TDAH? Isso fica para outro artigo, onde discutiremos a ausência de limites na criação dos filhos e a falência da função paterna.

Continuem enviando suas dúvidas para o e-mail: leonardobozzano@hotmail.com





Fontes: 

CID -10 - Classificação dos transtornos mentais e de comportamento da CID 10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas - Organização Mundial de Saúde, trad. Dorgival Caetano, Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

DSM IV- Critérios Diagnósticos do DSM-IV, 4a ed, Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.


ATUALIZADO:
Vídeo game sendo utilizado para trabalhar crianças com TDAH:
http://agencia.fapesp.br/17888